sábado, 9 de janeiro de 2010

MELHOR BLOG de 2009 - Nota de agradecimento

Quero agradecer aos mais de 900 votos recebidos na votação da enquente do Jornal Pequeno que concedeu o título a esta humilde página da internet de MELHOR BLOG DE 2009. Agradeço também a todos que escreveram para esta página e a equipe do Blog. Apesar deste Blog ter muito de minhas idéias, fico grato as pessoas que de alguma forma contribuiram para este trabalho e principalmente todos os leitores desta página de construção popular.

Agradecimentos especiais: Lima Coelho, Bira do Pindaré, Dep Flávio Dino, Dep Domingos Dutra, Zé Reinaldo, Maxwell Guerra, Fábio Alves, Hugo Freitas, Osvaldo, Sóstenes Salgado, Ricardo André, Nonato Chocolate, Flávia Chaves, Hugo Antônio Chaves, Cassia Cristina, Joélcio Filho, Carpegianne, Ezíquio, Lêda Cabral, Erisvaldo Gasparino, Rogelson, Nicolas Capovilla, Luciano Reis e Meceno Neto.

ALMIR BRUNO

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL E UM 2010 REPLETO DE VITÓRIAS



Feliz ano novo!!
Que 2010 seja espetacular e repleto de hamornia e prosperidade e que Deus ilumine nossos corações!
ALMIR BRUNO

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

PRÊMIO JOSÉ AUGUSTO MOCHEL


Numa solenidade muito concorrida e carregada de emoção nesta quinta-feira (18) no Quality Hotel Grand São Luis, foi entregue o prêmio José Augusto Mochel, promovido pelo PC do B, com a presença da militância comunista, lideranças partidárias do campo democrático e popular, além de representantes de várias entidades dos movimentos sociais que lotaram o auditório do hotel, onde foi feito também o lançamento do livro “Ideias e Rumos”, com a presença do presidente nacional do partido e autor do livro, Renato Rabelo.

O Movimento Vanguarda fez a cobertura da solenidade que contou com a presença do deputado federal Flávio Dino e demais ilustres convidados, além das pessoas agraciadas e alguns representantes, nesta terceira edição do prêmio José Augusto Mochel, que representa simbolicamente, um justo reconhecimento aos destaques na luta democrática em todos os tempos, numa reverência ao grande revolucionário maranhense que foi José Augusto Mochel, dirigente do PCdoB, um dos ativistas dos movimentos pela redemocratização, mantendo viva desta forma, não só a memória deste lutador incansável, mas também a permanente atualidade da luta socialista.

José Augusto Mochel foi militante do movimento estudantil secundarista e universitário, que teve sua atuação marcada pelo combate à ditadura militar. Participou ativamente da luta pela redemocratização, apoiou as lutas de resistência camponesa num momento de graves conflitos pela posse da terra. Participou da luta pela anistia e ajudou a fundar a Sociedade Maranhense de Defesa dos Direitos Humanos. Por causa de sua atuação política foi demitido do serviço público.

Atuou ainda no processo de reorganização do PCdoB no Maranhão, tendo sido candidato a deputado federal nas eleições de 1982 pelo PMDB, à época o espaço de atuação do partido, que estava na ilegalidade imposta pela ditadura.

Iniciou sua pós-graduação em São Paulo, onde continuou sua militância no PCdoB. Foi um dos fundadores da Associação Nacional de Pós-Graduandos, entidade da qual foi diretor.

Deixou inconclusa sua dissertação de mestrado que tratava do uso de plantas medicinais como anti-inflamatório quando faleceu em 28 de março de 1988, vítima de um acidente de trânsito.


O Prêmio José Augusto Mochel, foi criado em 2007, numa iniciativa conjunta do PCdoB de São Luis e do mandato do deputado federal Flávio Dino, e em sua primeira edição, homenageou o jornalista Neiva Moreira; o militante do movimento negro João Batista; o líder camponês Manoel da Conceição; o líder sindical rural Antonio Campos; o médico e militante comunista William Moreira Lima; e a Sociedade Maranhense dos Direitos Humanos.


Em 2008 foram premiados a deputada Helena Barros Heluy; o jornalista Walter Rodrigues; a educadora popular e sindicalista Lindalva Barros; o ex-vereador Ananias Neto; a líder comunista Maria Aragão (in memoriam) e a Associação de Saúde da Periferia (ASP).


Este ano os homenageados foram a Pastoral da Terra (CPT), Eurico Fernandes dirigente do PCdoB, Etelvino Oliveira dirigente do PCdoB, Maria Ribeiro educadora, Bispo D. Xavier Giles, José Ribamar Heluy juiz aposentado, Renato Rabelo presidente nacional do PCdoB, e Walter Sorrentino secretário de organização do PCdoB, e Raimunda Dica falecida em outubro, sendo sua premiação recebida por seus filhos que fizeram o discurso mais emocionante da noite, comovendo a todos os presentes, sendo aplaudidos de pé. Veja o discurso emocionante no link: http://www.youtube.com/watch?v=hcZmIhX-SGo

VÍDEOS:

Discurso de Fávio Dino
Discurso do presidente nacional do PC do B RENATO RABELO

2ª Parte: http://www.youtube.com/watch?v=AqKg-lHW0M4

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

CIRO GOMES EM SÃO LUÍS

Depois do presidente LULA, foi a vez do Deputado Federal Ciro Gomes visitar São Luís.

Ciro que é virtual candidato a presidente da República cumpriu uma agenda em nosso estado que incluiu visita a Imperatriz e a Santa Inês onde proferiu palestra a empresários e lideranças com o tema Um Projeto para o Brasil, sendo acompanhado pelo presidente estadual do PSB José Antônio Almeida, pelo dep. federal Ribamar Alves, pelo pres. da Assembléia Legislativa Marcelo Tavares e o ex-governador José Reinaldo Tavares.

O Movimento Vanguarda foi convidado para acompanhar em São Luís Ciro inaugurar a nova sede do Partido Socialista Brasileiro (PSB) na Rua do Alecrim, 374 e depois, na Assembléia Legislativa, receber a medalha do Mérito Legislativo Manoel Bequimão, a maior honraria do poder Legislativo do Maranhão, que foi proposta pelo dep. Domingos Paz (PSB).

CIRO GOMES RECEBE A MEDALHA:


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DISCURSO DE CIRO GOMES:

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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

LULA EM SÃO LUÍS

MOVIMENTO VANGUARDA FAZ COBERTURA DA VISITA DE LULA


Nesta quinta-feira (10), o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, esteve em São Luís para a solenidade de assinaturas de contratos do programa “Minha Casa Minha Vida, realizada no Centro de Convenções (antigo Multicenter SEBRAE). O Movimento Vanguarda esteve presente e cobriu com exclusividade para os leitores do Blog do Almir Bruno.


Em sua fala à população e aos presentes o presidente Lula afirmou ser o seu governo o que mais investiu em toda a história em saneamento básico; Ressaltou a má gerência do país em outros governos, onde a distribuição de recursos privilegiava sempre as regiões mais ricas do país, deixando as regiões norte/nordeste cada vez mais pobres e necessitadas, numa inversão de valores violenta, e lembrou que este fato acontecia em função dos senadores e deputados do nosso estado, justamente os que elegemos para nos representar, votarem contra os nossos interesses para atender a pressão do centro sul do país, mas esta situação na gestão do presidente Lula mudou completamente este paradoxo, encontrando o caminho para melhor gerenciar o país, e apresentar um desenvolvimento substancial para as regiões norte e nordeste.



O presidente Lula, informou ainda aos presentes e cobrou diretamente do nosso prefeito e senadores, que o investimento em saneamento básico, o maior da história, seja realmente utilizado para os fins a que se destina não importando o partido do prefeito “O que eu quero saber é se o povo está na merda, porque eu quero tirar o povo da merda” – disse Lula.



Almir Bruno deu uma pequena lembrança do MOVIMENTO VANGUARDA em meio à solenidade para a Ministra Dilma Rousseff, que elogiou o blog por ser também uma de nossas leitoras, além de estarmos adicionados na relação de blogs favoritos da futura candidata à presidência da república, que é uma honra a todos os colaboradores deste espaço.

Vídeo: Discurso de Lula

Assista no llink abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=x6FzgLUjglU


Vídeo: Almir Bruno presenteia a Min. Dilma Rousseff

A Ministra recebe uma lembrança do Movimento Vanguarda.

Assista no link abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=HuFz_Z4ePrs


Vídeo: Despedida de Lula
Presidente se despede do povo anunciando a sua sucessora.

Assista no link abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=fw_otIgmqGk

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

SUSPEITAS DE FRAUDES NAS ELEIÇÕES DO PT



INDÍCIOS DE FRAUDES NO PROCESSO DE ELEIÇÃO DIRETA DO PT (PED 2009)







Vem do município de Bacabeira um dos fortes indícios de fraude no Processo de Eleições Diretas do PT maranhense. A chapa “Mensagem ao Partido”, liderada por Augusto Lobato, afirma haver documentos que confirmam a fraude na eleição de Bacabeira. “Há uma ocorrência policial registrada na delegacia regional de Rosário, onde uma filiada assegura que não participou da eleição do PT, mas ainda assim o seu nome consta na lista dos votantes”, disse Fred Marx, um dos coordenadores da campanha de Lobato.


Outro indício de fraude na eleição de Bacabeira é a alteração na ata de votação. Informações iniciais davam a vitória certa para o candidato Monteiro por 71 votos contra apenas 1 para Lobato. Na manhã de segunda-feira, porém, esses votos foram inflacionados de 71 para 172 votos a favor do candidato da chapa da CNB, pró-PMDB.Foi essa distorção, ou seja, fraude, que gerou desconfiança por parte do candidato Augusto Lobato, que de forma enérgica protestou


Fatos estranhos na eleição surgem a toda hora, como a mudança no local de votação em Ribamar Fiquene ferindo o regulamento geral do PED, e o da estudante Erika Cristina Pires da Silva, filiada ao PT de Bacabeira, esteve durante o final de semana fazendo as provas do ENEN, estranhou seu nome constando na lista de votação. Uma ocorrência policial foi feita na delegacia de Rosário nº 2369/2009.


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

PT rumo ao 2º Turno no Maranhão

No último domingo na Assembléia Legislativa o PT esteve reunido discutindo o processo de eleições diretas. As correntes de esquerda do PT e integrantes das chapas "Permanecer na luta" e "Em Defesa de nossa História" fizeram reunião para definir a tática para o segundo turno das eleições do PT. Estiveram presentes diversas lideranças de vários municípios maranhenses.


O debate foi repleto de sugestões e a militância promete dar o sangue para sair com a vitória neste segundo turno. O candidato Augusto Lobato falou da importância da unidade. O destaque foi o Deputado Federal Domingos Dutra que apresentou as diretrizes da campanha no segundo turno e ouviu as sugestões das lideranças do interior. Também falou Terezinha Fernandes, Jomar e Almir Bruno que conclamou as lideranças falando da consciência dos militantes neste processo e da determinação dos petistas em dar o sangue nesta luta!

Também foi anunciado o apoio de Bira do Pindaré e Rodrigo Comerciário ao candidato Augusto Lobato.

Reportagem do Bog do Almir Bruno

VÍDEO DA REUNIÃO:

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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Feliz aniversário ALMIR BRUNO

Por Sóstenes Salgado
Assessoria de Articulação e Marketing do Movimento Vanguarda
Muito bate papo, descontração, festa, alegria, tendo como cenário a Praia do Araçagy e um ambiente agradável na festa de comemoração do aniversário de Almir Bruno.
A família inteira marcou presença, além dos parentes, amigos de bairro e do trabalho, alunos, frequentadores do blog, regados a uma cerveja bem gelada, feijoada de primeira linha, acompanhados ao som de MpB de excelente qualidade, Samba, Literatura de Cordel e Poesia num momento cultural sublime.
A festa muito concorrida e lotada, contou também com a presença marcante de integrantes do Movimento Vanguarda, responsáveis por toda a programação, que auxiliaram além da comemoração, na arrecadação de alimentos não perecíveis para comunidades carentes.

Almir Bruno soprou as velas, cortou o bolo a um sonoro "parabéns" e falou a todos, são 31 anos de História de vida e muitos destes de luta nos movimentos sociais , aproveitou para salientar a parte solidária de sua festa que arrecadou 300 kg de alimentos àqueles menos assistidos, e agradecendo não somente o gesto sublime de todos, mas também as presenças ilustres como a do amigo Deputado Federal, Domingos Dutra que compareceu antes de embarcar para Brasília num esforço pessoal para fazer uma fala especial na festa.

Almir Bruno também não deixou de agradecer principalmente a presença e ao apoio de seus familiares, todos os seus amigos, parentes, vizinhos, companheiros de trabalho, aos integrantes do Movimento Vanguarda e a todos que não puderam marcar presença por questões de agenda, mas que manifestaram o seu apoio e carinho.

As fotos da Festa:

Vídeo do Parabéns para Almir Bruno:

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Vídeo do Deputado Domingos Dutra parabenizando Almir Bruno:

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Vídeo de momento Cultural:

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terça-feira, 27 de outubro de 2009

POPULAÇÃO INTERDITA BR

População revoltada com o atropelamento de uma senhora no povoado de Colombo, interdita BR para colocar um quebra molas.


Segundo moradores uma Van teria atropelado a senhora que tentara atravessar a pista, a morte foi instantânea, e a Van empreendeu fuga sem, no entanto ser identificada.


A revolta de moradores do local era grande e segundo relatos era o terceiro caso de atropelamento na região.

O Movimento Vanguarda que passava no local no exato momento do protesto, documentou e registrou o fato, além de uma conversa de Almir Bruno com moradores da região que relataram o descaso das autoridades.



Moradores do povoado munido de marretas, pás e picaretas quebravam o asfalto da BR para a colocação de um quebra molas no local.







A região é perigosa devido ao tráfego intenso de veículos, e por diversas vezes moradores solicitaram a instalação de um quebra mola sem serem atendidos, mas desta vez revoltados com o acontecimento, resolveram agir com as próprias mãos, quebrando o asfalto para construir o aparato.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

SALÃO DO LIVRO - IMPERATRIZ

Colaboração: Osvaldo (Imperatriz)
Grandes editoras confirmadas no Salão do Livro de Imperatriz

Definitivamente confirmada a realização do 7.o Salão do Livro de Imperatriz (Salimp), no Centro de Convenções, de 17 a 25 de outubro. Mais de 70% dos 91 stands já estão vendidos para grandes editoras e livrarias nacionais, conforme demonstra mapa de ocupação no site da RPS, empresa de eventos literários sediada em São Paulo que assessora o Salimp e montará uma invejável estrutura no Centro de Convenções especialmente para essa feira.
Dentre as editoras, distribuidoras e livrarias compradoras de stand estão Vozes, Paulus Paulis, Martin Claret, Cortez, Fábrica das Letras, Escala, Barsa, Abril, Digerati, Clube do Livro, Emergir, Planeta Terra, Libra Cultural (pool de editoras), Brasil Central, Top Books, Book MW, Top Livros, Centauro, Pronadi, Ideal (Fortaleza), Selecta Livros, Seven Livros, Livraria Francesa, Menores livros do mundo (Peru), Jotapê, JR Max, Convest, R. Alves, Distribuidora Planeta, Livraria Tambores, Inspiração e as imperatrizenses Athenas e Ética Editora.
A previsão é que no Salimp sejam colocados à disposição 50 mil títulos de livros.
Serão montadas duas arenas culturais, fora da área coberta do Centro de Convenções, com 200 metros quadrados cada, ambas climatizadas — o Centro de Convenções também será totalmente climatizado, pela primeira vez, especialmente para esse evento. Uma será para eventos infantis e a outra para os demais eventos, tais como palestras, debates, lançamentos de livros etc. Outra novidade será a reprodução, em tamanho natural, da fachada do prédio da Academia Imperatrizense de Letras, na entrada da feira.
Saliente-se que a entrada será gratuita.
Nos nove dias do Salimp deverão ser lançados mais de cinqüenta novos títulos, muitos deles de escritores regionais.

Gabriel o Pensador confirmado no Salimp

Confirmada para o dia 20 de outubro, terça-feira, uma palestra e sessão de autógrafos do compositor/cantor e escritor Gabriel o Pensador durante o Salão do Livro de Imperatriz. A palestra tem o título de “Diário noturno”, o mesmo de seu primeiro livro. Ele é autor de dois outros livros infantis e em 2006 foi o ganhador do Prêmio Jabuti de Literatura, categoria infantil, concedido pela Câmara Brasileira do Livro, com o livro “Um garoto chamado Rorberto”. No ano passado, foi lançado sua terceira publicação, “Meu pequeno rubro-negro”.

Caco Barcelos confirmado para o dia 23 no Salimp

O jornalista e escritor Caco Barcelos confirmou nesta terça-feira sua participação no 7.o Salão do Livro de Imperatriz, que será realizado de 17 a 25 de outubro, no Centro de Convenções.Caco Barcelos é autor de três livros: Nicarágua: a revolução das crianças, sobre a revolução sandinista; Rota 66, livro que trata da violência policial na Grande São Paulo e recebeu o Prêmio Jabuti de Literatura, concedido pela Câmara Brasileira do Livro (1993); e Abusado, que retrata o lado humano da vida no morro Dona Marta, no Rio de Janeiro, comandado pelo traficante Marcinho VP, que no livro recebe o nome de Juliano, obra também vencedora do Prêmio Jabuti e Literatura em 2004. É um dos repórteres mais conhecidos da televisão brasileira, com mais de vinte anos de atuação no Globo Repórter, Fantástico, Jornal Nacional e no Profissão Repórter, tendo atuado também em grandes órgãos da imprensa escrita.A presença de Caco Barcelos no 7.o Salimp será no dia 23, sexta-feira, quando fará palestra e autografará livros.

O jornalista estará no 7.o Salão do Livro de Imperatriz (Salimp) no dia 23 de outubro, quando fará palestra sobre “A cultura da violência”, na Arena Multicultural, um auditório climatizado com capacidade para 300 pessoas que começará a ser montado frente à entrada do Centro de Convenções a partir do início da próxima semana.
Nesta sexta-feira, ocorre o lançamento do Salimp para a imprensa, apoiadores e autoridades, no salão de eventos Elciana Buffet, na avenida Dorgival Pinheiro, quando será entregue apresentada a programação e apresentado o site do evento, que pode ser acessado a partir de agora no endereço: www.salimp.com.br, com a programação e demais informações sobre o Salimp. O site será atualizado diariamente.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

PARALISAÇÃO DA AGU-15 e 16 de outubro de 2009


PARALISAÇÃO DE ADVERTÊNCIA DE ÓRGÃOS FEDERAIS ATINGE SEU OBJETIVO NO MA.
SINDSEP AFIRMA QUE HOUVE PRATICAMENTE 100% DE ADESÃO NO ESTADO.

· Por Maxwell Guerra
Na quinta-feira, 1 de outubro de 2009, os servidores públicos federais de todo o Brasil, paralisaram suas atividades, desta feita por um período de 24 horas, em protesto à postura do governo em relação ao não cumprimento dos acordos firmados com várias categorias.
No Maranhão a paralisação recebeu a adesão de praticamente 100 % dos servidores, que se concentraram em sua grande maioria em frente ao prédio do Ministério da Fazenda no canto da Fabril. Órgãos como a AGU (Advocacia Geral da União), FUNASA, SPU (Secretaria do Patrimônio da União), Ministério da Fazenda, PFN (Procuradoria da Fazenda Nacional), DNIT e o Ministério da Cultura enviaram seus representantes e deixaram bem claro o seu descontentamento diante da inércia do Governo para com as reivindicações dos grevistas.
A movimentação começou cedo e estendeu-se por todo o dia. A reportagem do BLOG de Almir Bruno teve acesso ao interior do prédio do MF e pode constatar o sucesso do movimento. As salas vazias, (como podemos ver na foto do atendimento da PFN) , “é um aviso contundente do que pode vir a acontecer caso o governo não tome uma providência acerca de nossas reinvidicações”, declarou Ronald Queiroz, funcionário da SPU, que observou também a união entre os órgãos, que segundo ele, nunca havia acontecido antes; Para Raimundo Pereira, presidente do SINDSEP-MA, a paralisação por 24 horas foi um sucesso. O presidente do Sindicato representativo dos funcionários federais no Estado ressaltou a importância da união e aproveitou para convocar todos os trabalhadores para participarem nos dias 15 e 16 de outubro da paralisação por 48 horas.
Segundo o Chefe do NECAP/AGU (Núcleo de Cálculos e Perícias), o Contador Fernando Costa, são várias as pautas de reivindicações da A.G.U:
-Plano de Carreira para os servidores com aporte financeiro em 2010, já que existe uma minuta de projeto de lei no MPOG que pode ser contemplado através de Emenda Parlamentar. Desde a existência da A.G.U os servidores administrativos não têm plano de carreira
-Concurso Público para suprir a defasagem de pessoal do quadro da A.G.U
-Inclusão dos servidores cedidos de outros órgãos que já trabalham na A.G.U e que não tem carreira estrutrada no Plano de Carreira da A.G.U.
Os servidores administrativos da A.G.U do Maranhão já fizeram nova assembléia e deliberaram a paralisação de 48 horas para os dias 15 e 16.

sábado, 26 de setembro de 2009

Dep. DOMINGOS DUTRA - Exclusivo

Entrevista realizada pelo Jornalista MAXWELL GUERRA e o Historiador e Graduando em Jornalismo (Fac. São Luís) HUGO FREITAS.
ACESSE: LINK DO VÍDEO DA ENTREVISTA: http://www.youtube.com/watch?v=l2WPAmaHpcU


Maxwell:
O Sr. Foi relator da CPI do Sistema carcerário em 2008, naquele momento diversos fatos de maus tratos e desrespeito à dignidade humana vieram à tona. Quais os objetivos alcançados com a CPI, e atualmente como o Sr. observa o atual quadro do sistema penitenciário nacional?
Quero agradecer a oportunidade de estar no blog do Almir Bruno.
A CPI foi constituída a partir das denúncias de maus tratos constantes no sistema penitenciário, pelas rebeliões freqüentes quase sempre com mortos, tanto encarcerados quanto servidores especialmente agentes penitenciários, por denúncia de torturas e de práticas de corrupção. Foi também constituída por uma visão de tratar de forma decente os presos por pior que tenha sido os crimes praticados, sobretudo é tratar de quem está solto. Há uma compreensão errada na sociedade, primeiro de que o preso deve ser barbarizado, e segundo que o preso está isolado do mundo, e esta visão, é equivocada porque preso ou condenado eles estão isolados, mas deixaram aqui a família, vizinhos, e depois de cumprir a pena ou forem colocados em liberdade, eles voltam para a mesma sociedade que o levou para a cadeia, então se o Estado não cuida dos presos, vai soltar feras humanas, e que uma vez soltos vão cometer novos delitos e com maior intensidade. A forma como se trata os presos no Brasil não da nenhuma alternativa para o apenado que não seja vingança.
Então a CPI teve como causa as denúncias e o objetivo é humanizar o sistema carcerário para garantir a segurança para quem está aqui fora.

Maxwell:
Recentemente o Presidente do Senado José Sarney fez uma representação contra o Sr. alegando ter havido quebra de decoro no episódio em epígrafe da distribuição do livro o “Camaleão” quais as razões de Sarney para esta solicitação?
Razão o Sarney não tem nenhuma, a única razão é a cara de pau que ele tem, porque o mesmo Sarney que fez tudo para escapar do Conselho de Ética do Senado depois de todas as estripúlias que a imprensa revelou querer que eu responda no Conselho de Ética da Câmara é cinismo.
O livreto “Camaleão” já está na terceira edição e pela demanda vou ter de fazer tantas outras, o que o Camaleão coloca é coisa muito simples, são 36 páginas onde relato da cassação do Jackson que foi injusta, não apenas ao Jackson, mas foi cassado 1.493.000 eleitores que votaram no Jackson que não praticaram nenhum crime na hora de votar, que não tiveram voto impugnado que simplesmente o TSE anulou. O livro fala da eleição do Senado onde fui solidário ao Tião Viana, fui o único parlamentar do PT, e acho o único militante, que escreveu uma carta de solidariedade a sua candidatura, e naquela carta eu relatava que o Sarney tinha debochado do Presidente Lula por três vezes como Pedro negou Cristo, e que ele queria ser Presidente do Senado por três motivos, o primeiro através da Presidência ajudar a cassar Jackson, que ele conseguiu, depois paralisar os inquéritos contra os familiares dele, que conseguiu em parte, e o terceiro objetivo ainda está em andamento, é que o Sarney acha que o José de Alencar não vai agüentar até Julho do próximo ano, se por acaso José de Alencar falecer ou ficar enfermo que não possa assumir a presidência a partir do dia 1 de abril de 2010, o Michel Temer não poderá assumir o poder executivo em caso de viagem do Presidente Lula, porque se ele assumir, ficará impedido de concorrer a Deputado ou Vice Presidente. O Presidente Lula com certeza vai viajar de abril até a data das eleições para o exterior, então o Sarney espera que o José de Alencar que está muito ruim, não possa assumir, para então assim ser Presidente da República de novo nem que seja por pouco tempo em plena democracia.
No livreto falo das estripúlias que o Sarney fez, tem o Polo de Confecção de Rosário que é um escândalo, estrada Arame, Lagoa da Jansen, os perímetros urbanos, um resumo de tudo aquilo que tem praticado aqui no Estado com o grupo dele. Falo do culto a personalidade, aqui no Maranhão, como digo no livro, só não tem nome de Sarney em funerária e cemitério, porque tem nome de Sarney em ponte, fórum, maternidade, escola, hospital, bairro, rua, posto de táxi, rodoviária, tribunal, município, até peixada tem nome de Sarney no Maranhão.
Considero o Sarney uma pessoa doente, não só fisicamente, mas ele é uma pessoa doente psicologicamente, porque uma pessoa que já chegou a ser Presidente da República que precisa botar o nome dele em tudo, botar um busto, só pode ser doente, e o maior sinal da doença de Sarney é que ele tomou o Convento das Mercês que é o prédio mais importante do Estado, onde o Padre Antônio Vieira celebra os sermões em 1650. O prédio foi o quartel da polícia durante anos, e ele o tomou de forma dissimulada, no início era para guardar a memória de todos os presidentes do Brasil, e da América Latina e mais Portugal, depois mudou o objetivo para guardar a memória dele, e na verdade, quer guardar o corpo dele porque fez uma sepultura que eles chamam de mausoléu, para o pobre é cova, e não é nenhuma inverdade e o desejo de ser Faraó é expresso no prédio, no mausoléu, e expresso nos pés de palmeira imperial, duas na cabeceira e duas nos pés. Ele é tão egoísta que não quer nem a Marly, a Roseana, nem Sarney Filho, nem Fernando, quer ficar ali sozinho, o Sarney não que ser enterrado no cemitério comum como no Gavião e Jardim da Paz, porque não quer ficar perdido no meio dos outros, quer ser visto, distinto, distinguido, quer que as pessoas passem por ali, e acho que imagina daqui a 100 anos, passar um maranhense ainda pobre com dor de cabeça porque não almoçou, aí ora na cova do Sarney, e a dor de cabeça passa, e ele vai dizer que está operando milagre para ser canonizado, só pode ser. Então acho que é uma pessoa doente porque bota o nome em tudo, tem uma ilha que é dele e ninguém pode andar, em Brasilia tem o sítio Pericumã, onde vendeu a terra e ficou com a casa, e quer que o governo Arruda tombe a casa. O setor técnico disse que a casa não tem nada que justifique o tombamento, mas para fazer um acordo quiseram tombar a biblioteca, e ele disse a biblioteca não quero porque não poderei usar os livros.
Sarney é uma pessoa doente, e a maior prova é ter resistido até o final para ficar na presidência do Senado, se fosse no Japão já tinha se suicidado 10 vezes, porque por muito menos um ministro japonês se suicidou, aqui depois de seis meses de denúncia comprovada contra Sarney ele anda sorrindo.
O camaleão é isso nada de extraordinário.

Hugo Freitas:
Somos sabedores da história de Sarney, apesar de todas as acusações que pesam contra ele, ainda se mantém no poder através de amarras que dão governabilidade ao Presidente Lula. A ideologia partidária foi suplantada pelo determinismo político do poder, e o fomento a inovação pode suplantar esse determinismo?
O Sarney cresceu na ditadura, criou as raízes onde não havia liberdade alguma, tem essa vida longa porque não tem personalidade, ele está onde o poder estiver, por isso que eu estou o chamando de camaleão. Ao longo desses 55 anos, serviu 21 anos no regime militar, quando o regime militar estava caindo e nós ganhamos as ruas com as diretas, fez acordo com Tancredo que saiu das ruas e fingiu uma briga e rachou o PDS, e o Sarney acabou sendo vice do Tancredo no colégio eleitoral. Tancredo morreu de forma estranha, e Sarney assume sem ter direito, porque o vice só tem o direito de assumir quando o titular assume, e Tancredo morreu antes de assumir a presidência. Quem deveria assumir era o Ulisses Guimarães presidente da câmara, Ulisses Guimarães não quis criar o confronto, era filho dos militares, e deixou que o Sarney assumisse porque já vinha do regime militar. A morte de Tancredo até hoje é mal explicada como a morte de Juscelino, de João Goulart que nós estamos investigando.
O Sarney assumiu e eram 4 anos de mandato, aumentado para 5 anos, trocando um ano de mandato por um canal de radio e TV. Deixou o pais com 86% de inflação, o Collor dizia que se fosse eleito colocava o Sarney na cadeia. Collor se elegeu e ao invés de botar na cadeia fez foi acordo para decretar feriado bancário para Zélia aplicar o plano Collor que cassou a poupança de todo mundo, um dos vices líderes do Collor foi o Ricardo Murad deputado federal, quando Collor começou a cair em desgraça, botou a Roseana para ser a musa do impechement. Ficou no governo Itamar. No governo Fernando Henrique ficou 7 anos e meio. Nas eleições de 2002 o Zé Reinaldo apoiava Garotinho o Sarney Filho apoiava o Serra por debaixo dos panos e a Roseana recebia o Ciro e dizia pode votar em todo mundo menos no Serra, e o Sarney ficou lá em Brasilia, e como tem informações privilegiadas, quando notou que o Lula ia ganhar, passou para o lado do Lula e está até hoje. Então ele não tem personalidade, por isso que ele tem essa vida longa, e não tem limite, faz chantagem com as pessoas, e deve ter dossiê de todo mundo por esse motivo que ele continua, e por último, a máquina vai engolindo as pessoas, por isso que votei contra reforma política na câmara, porque estavam mentindo, como é que a gente faz reforma para fortalecer os partidos e o presidente Lula desmoraliza o PT, como se faz reforma política se o PV que sai com Marina, é o mesmo esquema, portanto nos estamos num processo de construção de democracia, e considero que a vai ter uma longa transição, temos 25 anos de construção da democracia e é pouco.
É natural essas indefinições, e irá demorar muito para termos partidos verdadeiramente ideológicos, comprometido com as mudanças sociais. A sociedade em si, os sindicatos, a igreja são as instituições que estão nesse processo de amadurecimento e à medida que for democratizando a sociedade, vamos firmando posições para avançar com certa consistência. Por enquanto é essa meladeira geral, onde o próprio PT que eu ajudei há fundar 30 anos atrás, passa por uma transformação muito ruim no meu ponto de vista, a pior, e nos do PT temos piorado sob o ponto de vista de uma série de valores.

Hugo Freitas:
Como o Sr. recebe esse certo desencanto de ícones do PT atualmente, que militaram, fundaram o partido, e de um modo geral a juventude, que hoje não tem o mesmo vigor e acham que os candidatos são a mesma coisa, e não valorizam a filiação partidária e as instituições democráticas?
Primeiro os companheiro que estão saindo do partido consideram que o PT não preenche mais seus objetivos, mas estão largando o partido e está em outras trincheiras, o Chico Alencar Heloisa Helena, Ivan Valente, Luciana Genro, fundou o PSOL, que acho até certa vantagem conseguir eleger o Ivan Valente em São Paulo, a Marina está saindo e indo para um partido que não tem a mesma configuração do PSOL, mas é um partido que independente de você discordar de quem esteja dentro dele aqui no maranhão, ela tem uma causa que é a causa ambiental, e considera que defender o meio-ambiente não é um obstáculo ao desenvolvimento, e que as experiências recentemente no PT não tem mais espaço e também porque pelo que diz a imprensa, as pesquisas indicam que ela tem potencial eu também achava que se no PT nos tivéssemos a oportunidade de discutir nomes a Marina sempre pra mim foi vista como um nome que juntando a popularidade do Pres. Lula a história dela os índices de aprovação do governo, a Marina teria uma enorme chance.
Sob o ponto de vista desse desânimo da juventude, considero que é uma fase, acontece que nos nascemos na ditadura, e lá não tínhamos liberdade, mas forçávamos para tê-la, não tínhamos dinheiro, mas buscávamos fazer uma rifa, bingo, andava a pé. Na democracia os canais se abriram e hoje você tem vários meios de participação, você pega o telefone de casa liga para uma rádio AM e reclama de algum problema social, tem mais efeito que a associação de moradores, faz uma denúncia no seu blog contra uma autoridade, tem mais efeito que fazer uma comissão para ir conversar, porque novas tecnologias e comunicação. Então acho que tem certa dispersão, uma aparência de que estamos desanimados, mas numa sociedade com 180 milhões de brasileiros tem de tudo, semana passada o MST estava em Brasília, e o pessoal está encardido de passar fome, pobre, mas está lá com a bandeira morto de alegre pressionando o governo. O movimento estudantil é outra história acho que tem de se questionar se a universidade está cumprindo o seu papel, está muito para dentro, formando professor que não pisam no chão, que fica na tese, não vai ao mato, não sabe o que é um quilombola, como vive um pescador. Essa universidade não cumpre o seu papel e evidentemente que anestesia o movimento estudantil, e os partido políticos estão na acomodação. Eu apesar de sofrer de um desânimo em certas horas, mas afinal de contas nosso compromisso é pelos mais pobres pela justiça, agora é evidente que desanima quando você vê o presidente Lula que faz um governo muito bom de repente se submeter à lógica de um Renan, Sarney, Jucá, Jader Barbalho. Passa a idéia de um desânimo, mas eu quero dizer que em 2005 na crise chamada mensalão, todos os estudiosos afirmavam que o PT tinha morrido e que o Lula ia ser cassado quem salvou o Lula e o PT foi à militância que foi às ruas, e esse ano vai acontecer à mesma coisa, a militância vai participar do PED, nossa eleição interna, e só a militância pode reanimar o partido, e dentro do PT não é diferente da sociedade nos somos um organismo a democracia e um sistema de conflito, quem não se organizar quem não lutar desaparece e dentro do PT, e muita gente se recolheu para os sindicatos, e os partidos mesmo o PT passa a serem atrativos só na época da eleição, e deixa de ser uma coisa atrativa, porque é uma coisa chata, tem muita dureza, conflito e quem não tem perspectiva eleitoral, e a eleição é cada vez mais difícil, cara, os votos nominais são cada vez maiores, em vez de ficar no partido vai para o sindicato, união de moradores clube de amigos procuras outras formas de participação.

Hugo Freitas:
Falando em PED e das eleições internas do PT, como o Sr, analisa?
Talvez seja o estado com o maior numero de chapas, e resumo a seguinte disputa no PT do maranhão. Só tem duas chapas, é quem é Sarney, e quem é anti-Sarney. Infelizmente no PT tem uma parte que está na casa grande mesmo com todos os escândalos que o Sarney está envolvido, mas tem uma pequena parte do PT que acha que a salvação do maranhão passa pelo grupo Sarney, então tem pelo menos 4 chapas aí que estão mais ou menos alinhadas com essa avaliação de que o melhor para o maranhão é estar com Sarney, eles vão ter de explicar o porque fizeram essa opção, a explicação mais estapafúrdia que se ouviu, é que estão cumprindo tudo aquilo que o Lula manda. Acho duvidosa essa afirmação, porque o Lula não ligou para mim, e não tenho notícia que tenha ligado para Jomar, Teresinha, Bira, Maria da Conceição, enfim se as pessoas aqui estão com Sarney é porque tem interesse próprio envolvido na questão, e nas outras chapas onde eu me incluo, vamos lutar para evitar que o PT morra, porque se coligar em 2010 com o PMDB, para mim o partido morre, pelo menos não sairei do partido, mas não disputarei eleição porque tenho vergonha na cara, tenho identidade não justifica a luta por um mandato para estar no palanque com o pessoal do Sarney, então estou fora, nós vamos batalhar é uma luta difícil a eleição é aberta é uma eleição cara, e temos de fazer o debate, e farei o possível para evitar que o PT caia no lado do Sarney, não é nada pessoal, mas de onde eu vim para a luta que eu tenho não tem sentido ficar do lado do Sarney.
Hugo Freitas:
Como o Sr. vê atualmente essa relação direta do Lula com o Sarney?
Não é pelo Sarney, é por um grupo onde o Sarney está incluído, porque tem o Renan, Jader Barbalho essa banda do PMDB, as explicações que são dadas algumas são compreensíveis, por exemplo, o presidente Lula resolveu governar dialogando com todos os setores da sociedade, ele não tem histórico de confronto apesar de ter feito de todas as greves, mas diferente de Hugo Chaves na Venezuela o Evo Morales na Bolívia o presidente Lula resolveu manter as instituições e negociar e conversar com todo mundo, se ele resolveu isso e nós não temos maioria na câmara e no senado, não tem escapatória, não passa nada na câmara e no senado se não for negociando com essas figuras.
A outra razão é a sucessão de 2010, convenceram o presidente Lula, ou ele está muito convencido que para eleger a Dilma é necessário ter o PMDB, como no primeiro mandato à banda do PMDB que estava no mandato era a banda do Sarney e do Renan, no segundo mandato ela incorporou a banda pró Serra do PSDB encabeçada pelo Michel Temer, as duas bandas então agora estão no governo, e a minha discordância com o presidente Lula nesta hipótese é que primeiro o PMDB apóia o governo, mas é a peso de ouro, comandando 300 bilhões de reais do orçamento da união tendo 6 ministérios, o da saúde, defesa, comunicação, minas e energia, integração regional, funasa, correios, e agora pegou a BR distribuidora portanto eles apóiam mas não é de graça o governo paga, então eu duvido muito que Sarney tenha coragem de romper com o governo porque ele não vai entregar o ministério das minas e energia, mais de 30 cargos no maranhão, a agência de transportes aquáticos a vice presidência da caixa econômica, como Renan não entrega. O Sarney e essa turma estão sendo os principais cabos eleitorais de José Serra.
A ministra Dilma está se desgastando e há mais de um mês não aparece na mídia por conta do Sarney e a crise no senado, na hora se coloca essas figuras como os que podem eleger a ministra Dilma, cai no tradicional, na estrutura de máquina e desvaloriza a militância aí que acho o risco desmobilizar a militância porque onde tenho ido tenho falado para não esquecerem a quebradeira de coco que está lá passando fome, mas é ela que segura à bandeira do PT, é o Quilombola que está lá no mato, é o pescador, o trabalhador rural que anda quilômetros para ir a uma reunião, aparentemente não tem valor nenhum, mas é esse pessoal que segura a bandeira, e essa outra turma segura o poder, se por acaso a ministra Dilma cair nas pesquisas eu duvido que o PMDB vá permanecer, eles debandam para onde o poder estiver, só que quem sou eu para dizer ao presidente Lula que ele está errado, eu sou só uma voz e quando eu falo sou visto como a Heloísa Helena de calças não tenho cargo no governo, sou fundador do PT 30 anos, comi camarão seco com Lula aqui, andamos na Lagoa do Jacaré em Alcântara, visitando as quebradeiras de coco em São José dos Mouras, e não indiquei sequer uma varredora de rua no governo eu não reclamo eu não preciso indicar ninguém no governo eu quero é que as pessoas tratem todo mundo bem, não preciso fazer minha política indicando alguém como um vaqueiro de quem está ocupando o cargo, eu espero que ele esteja correto e eu vou lutar para que essas figuras se afastem.
A minha lógica é a seguinte, temos de libertar o presidente Lula, e a gente o liberta e o governo, enfraquecendo essas figuras da política tradicional aqueles como aqui no maranhão que dizem que são Lulistas que são mais petistas do que eu, e outro, mas ao mesmo tempo fortalecem uma figura como Sarney, estão mentindo, porque eu imagino o sofrimento que o presidente Lula tem com as pressões, ameaças com as chantagens que esse pessoal faz, então eu ajudo o governo o país é ajudando o presidente Lula enfraquecendo essas figuras.

Maxwell:
Sua visão agora para a sucessão de 2010 no Governo do Estado do Maranhão?
O grupo Sarney terá candidato ou será a Roseana, o Lobão, ou o João Alberto acho que se o Sarney mantiver a esperteza dele o melhor candidato que ele tem é o Lobão. Se o Lobão for candidato eu acredito que vai colocar muita dificuldade para a oposição, por ser capaz inclusive de reagrupar as ovelhas desgarradas do Sarney e influir nos partidos de esquerda, porque ele vai estar sintonizado com o planalto e está aparentemente livre de todo esse desgaste que o Sarney passou, tem uma relação muito boa com o presidente Lula, está montado numa mina de ouro que é o ministério das minas e energia, Petrobrás, Pré-sal, refinaria, portanto se o Lobão for candidato nós teremos muita dificuldade.
Pelo lado da oposição eu defendo a unidade, o plebiscito que houve no segundo turno em 2006, ter um candidato a governador, dois candidatos ao senado, um vice e dois suplentes, tem espaço que dá para caber todo mundo, além das chapas de Deputado Federal e Estadual. A dificuldade que sinto nessa tese de unidade é que tem muita gente bicuda, muita vaidade, futrica e desapreço pela população, porque se sair duas ou três candidaturas em minha opinião, nos vamos ter de entregar o jogo para o Sarney. Não tem espaço para termos duas candidaturas ou três no maranhão, porque quando chegarmos ao segundo turno, aquele que não for, não apóia o outro, e o governo do estado é muito forte, a Roseana embora desgastada tem tempo, e a máquina pública é muito poderosa e aqui no maranhão durante esses 40 anos, ninguém ganhou o governo do estado se não tiver com o governo do estado na mão, porque interfere nas prefeituras, e os municípios estão na maior crise por vias da crise econômica que diminuiu os recursos, o inverno arrebentou a economia local, teve o aumento do piso do salário mínimo e dos professores, então os prefeitos todos estão dependentes do poder estadual, então se não houver essa compreensão das principais lideranças, nos vamos entregar de novo o ouro ao bandido.

Maxwell:
O Sr. com o apoio do PT e até de certo modo, da oposição em si, sairia candidato ao governo do estado do maranhão?
Eu respondo de duas formas, a primeira é que reconheço sem nenhuma vaidade, que nós temos hoje um nome conhecido no Estado, e destes candidatos todos que tem aí, ninguém tem uma fala mais fácil com a população mais pobre do que a minha, faço um mandato que não considero ótimo, mas considero razoável, mas tem dois problemas com uma candidatura tipo a minha, a primeira é que não tenho estrutura, e hoje você não consegue fazer campanha no maranhão sem ter um mínimo de estrutura, portanto se tivesse um pouco de estrutura, teria competitividade, mas hoje é difícil você sair daqui para Balsas a 890 km, de carro, por mais que eu tenha um carro bom, que isso é uma riqueza, que eu comecei no PT foi andando a pé, portanto eu me sinto um privilegiado, mas o carro hoje não é um transporte viável para você percorrer um estado desse grande e muitas das vezes sem estradas. O segundo entrave é que eu defendo a unidade das oposições, reconheço que não sou uma pessoa que unifico, porque tem gente que não gosta de mim no meio da oposição, tem outros que não me apoiariam por preconceito, porque venho pobre, sou de quilombo, sou do PT, então reconheço que não sou a pessoa mais indicada para unificar, apesar de reconhecer ter potencial não sou o melhor nome para unificar, o terceiro aspecto é que acho que quem coloca a população em primeiro lugar, e não seus interesses, suas vaidades, não pode ser obstáculo a que se unifique a oposição. E nessa história recente do maranhão, durante três momentos, o PT e eu pessoalmente que fui sujeito ativo, dei demonstração de que acima dos meus interesses e do PT, está o interesse da população, primeiro em 1986, deixei o mandato de Dep. Federal considerado bom, e o entreguei a Neiva Moreira do PDT, para ser vice-prefeito do Jackson. Se o PT tivesse lançado candidato naquela eleição, o Jackson não teria sido prefeito de São Luís, e quem teria sido eleito era o Castelo, junto com o PSB que tinha o Juarez Medeiros de vice, porque naquela eleição vieram todas as lideranças nacionais do PT, veio o Lula, Zé Dirceu, Benedita, Arlete, já que o PT nacional tinha interesse na unidade do PT com o PDT por conta da eleição de 98 que o PDT queria o PT na aliança que acabou acontecendo.
Nós nos afastamos do Jackson, e em 2000 o Jackson estava com o PFL da Roseana na eleição municipal, se elegeu coligado com Sarney, é bom que se diga, para as pessoas compreenderem que isso é história. Eu não me elegi vereador o Jackson sorriu de mim eu voltei de novo ao fundo do poço, dez anos depois em 2006 no segundo turno. Eu já deputado federal sem ter precisado dele, nós desafiamos o presidente Lula a apoiar o Jackson, nós e a maioria do PT, e foi outro momento que o PT do maranhão demonstrou que nos temos interesse na população, e o quarto exemplo foi no desfecho da cassação de Jackson. Das lideranças políticas do maranhão quem confrontou Sarney na tribuna e aqui e quem ficou até o final, foi essa banda do PT, portanto o nosso nome é um nome disponível, mas com essas observações, em 1998 eu saí candidato a governador pelo PT para não deixar que o partido fosse entregue a Cafeteira. O ex deputado Vila Nova queria que o PT fosse coligar com o PP de Cafeteira, fui candidato a governador sem ter coisa nenhuma, andei apenas em 19 municípios, não fiz um comício porque não tinha como, portanto meu nome está disponível, se a conjuntura assim apontar e se o partido tiver de ir para um desfecho o PT não vai ficar na mão, se for para evitar do PT ir de joelho para a casa do Sarney como querem alguns do PT lamentavelmente, meu nome está disponível, eu acho uma falta de vergonha ter gente do PT do maranhão achar que a alternativa para o maranhão está com a Roseana, com o Sarney, isso é falta de vergonha, porque a oligarquia Sarney já mostrou que não gosta do maranhão, não gosta do nosso povo. O Sarney é hoje a figura mais escrachada do Brasil, é a figura mais repugnada da política brasileira, e ainda tem gente do PT que defende de estar com Sarney, se isso acontecer o PT do Maranhão se acaba, portanto meu nome está disponível, mas como no PT ninguém é dono da sua história isso é uma decisão que só vai competir ao PT, e só vai ser feita em Março de 2010 por ocasião do encontro estadual.

Hugo Freitas:
Qual a mensagem que o Sr. Quer deixa para os leitores do blog do Almir Bruno?
Eu agradeço o Almir Bruno pela oportunidade e espero que todas as vias que surjam no PT não compactuem com essa política tradicional, evidente quem está mais jovem e temos muitos jovens na política, eu pessoalmente já estou em porta de saída.
A população quer nos ver militando na rua fugindo desse tradicionalismo, falando, confrontando. Tem ônus, mas aqui no Maranhão não tem outro jeito a não ser que se tenha uma estrutura igual ou superior a deles, e se não tiver temos de ir fazer a militância, e podem contar comigo nessa caminhada por um maranhão, um Brasil por dias melhores.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

30 depois... Pancada de Novo.


Estudantes da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) que panfletavam na área interna do Terminal da Integração da Praia Grande foram agredidos por Policiais Militares (PMs) e Guardas Municipais na manhã de hoje.
Os estudantes Paulo Tote, Anderson Fonseca, ambos dirigentes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e Henrique Carneiro, da direção da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) distribuíam panfletos relembrando a conquista da meia-passagem em 1979 - que hoje completa 30 anos - e reivindicando melhorias no transporte coletivo.
Os estudantes entregavam os panfletos no parada do ônibus do Campus no Terminal da Integração, quando o gerente do Terminal, Ualder de Assunção ordenou que a panfletagem terminasse, pois não a havia permitido.
Os estudantes questionaram com o diretor o porquê deles não poderem realizar a manifestação dentro do Terminal, uma vez que, no local, existem dezenas de vendedores ambulantes. O diretor chamou a polícia para retirar os estudantes da área.

Fonte: Blog do Itevaldo


Repudiamos qualquer ação truculenta e a agressão para com os estudantes. Acreditamos não ser necessária ações deste tipo contra os nossos alunos, somos a favor da liberdade de expressão! A Ditadura já acabou!Deixo minha solidariedade ao movimento estudantil.

Almir Bruno

domingo, 13 de setembro de 2009

GRANDE AÇÃO SOCIAL MAÇÔNICA

No dia 20 de setembro de 2009, próximo domingo, acontece à partir das 09 horas, na GRANDE LOJA MAÇÔNICA DO ESTADO DO MARANHÃO, A 7ª GRANDE AÇÃO SOCIAL MAÇONARIA DO MARANHÃO. O evento reuni praticamente todos os setores organizados da sociedade civil e órgãos do governo, buscando proporcionar um dia de cidadania, principalmente para as camadas menos favorecidas da sociedade. Além de distribuição de cestas básicas para famílias previamente cadastradas no programa, a grande ação também promoverá atividades nas áreas de:

SAÚDE - com consultas médicas, medição da pressão arterial, exames de vista, fisioterapia;


EDUCAÇÃO - com jogos, oficinas pedagógicas, oficinas de teatro e açõs que sensibilizem o reingresso de adultos à sala de aula;


LAZER - com torneios diversos, shows musicais, apresentação de para-quedismo;


RESPONSABILIDADE SOCIAL - emissão de documentos fundamentais (RG, CPF, CTPS), orientação jurídica e palestras educativas acerca de combate ao desperdício de água, primeiros socorros e combate a incêndios... e;


BELEZA - onde será oferecido ao público, corte de cabelo, manicure, maquiagem e penteados.


Evento: 7ª GRANDE AÇÃO SOCIAL DA MAÇONARIA DO MARANHÃO


Onde: Grande loja Maçonica do Estado Maranhão (Av. Jerônimo de Albuquerque - Bequimão - Em frente ao Hospital São Domingos)


Quando: dia 20 de Setembro de 2009 (Próximo Domingo)


Entrada Franca e UNIVERSAL.


O último evento atingiu 68.000 atendimentos e este promete superar esta marca!

Estaremos lá apoiando participando e marcando presença.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

VONTADE CONSCIENTE E DESENVOLVIMENTO HUMANO


Por Almir Bruno
*Professor do Departamento de Economia da Universidade Federal do Maranhão.
O povo maranhense tem sofrido com os resultados insatisfatórios em relação ao desenvolvimento humano, uma vez que os projetos apresentados nas últimas décadas não aplicam a totalidade do conceito do ponto de vista da transformação social. O que diz nossa consciência?
Os eixos estratégicos das gestões públicas presentes deveriam estar integrados e no cerne da construção solidária de uma sociedade mais justa. No entanto, o Maranhão atravessa um período obscuro da sua História repetindo ciclos de atraso e exploração de seu povo. Ademais, enumerando alguns desses eixos temos como os mais relevantes a educação, a saúde e o esporte; que deveriam estar concatenados com uma forte política de geração de emprego e renda focada nas oportunidades de cada localidade para propalar o verdadeiro desenvolvimento humano.
Na ordem política pouco se comenta acerca de justiça social. Não obstante, podemos acrescentar que o poder local ainda é formado por uma estrutura conservadora. Entretanto, os tropeços e escândalos que envolveram os políticos maranhenses servem para o nosso aprendizado. Estes atos vergonhosos e secretos nos ensinam a não cometer os mesmos erros do passado, sendo assim, fazendo emergir novas concepções e desejos em prol da ética e da vontade de mudança. É oportuna a necessidade de fazer prevalecer novos elementos que sobreponham os setores conservadores do passado para dar espaço a uma nova geração de pensamento e prática política.
Estaremos perdidos nos rumos do desenvolvimento se não pensarmos em criar um “novo homem”, ou seja, um “maranhense novo”, juntamente desencadeando um processo de desenvolvimento econômico que intensifique o conhecimento humano e produtivo a partir de uma base solidária. Assim, afirmamos que precisamos formar indivíduos que sejam comprometidos com a ética, e, principalmente com a democracia do saber e da renda. É inviável pensar em desenvolvimento com pessoas sem ter nenhum tipo de renda ou sem nível de instrução.
Para esta tarefa a sociedade maranhense teria de se transformar numa “grande escola” tratando da melhoria dos sistemas educacionais e promovendo novos hábitos que provoque um grande projeto coletivo de formação de agentes sociais pactuados com a virtude e a moral humana.
O que adianta o grito de um indivíduo contra os que manipulam a mente do povo? Todavia a “canção” de muitos cidadãos buscando o desenvolvimento do conhecimento e da consciência tem um efeito avassalador e deverá levar a uma nova prática de agir e fazer. Estamos falando de política, onde o ser consciente é motor da História e permanece atuando na melhoria da sociedade.
Contundo, educar é transformar, e a pretensa vanguarda de consciência acerca da política pode gerar investimentos em projetos que visam o desenvolvimento humano. Os instrumentos de transformação social devem atacar a raiz do problema, ou seja, a moral humana.
A virtude é dotada de consciência! Esse tem que ser o esforço de nossa geração para que possamos pautar a política para quem mais precisa dela: os desamparados e desinformados.
Alguém já parou para pensar qual o seu dever com o mundo? E qual seu dever com o lugar que nasceu e viveu: o Estado do Maranhão? Não quero acreditar que todos neste momento pensem apenas em seus interesses particulares. Mas quero sim acreditar, que estejamos construindo um lugar mais justo e responsável. A História não está perdida, pois somos conscientes de nossos atos.
Nova educação, novos valores e novas formas de pensar é a vontade consciente de um povo que não agüenta mais ser enganado. Ser consciente é transformar e educar e acima de tudo escolher o melhor caminho para o futuro participando diretamente de um planejamento coletivo e justo. Temos que estar comprometidos com a construção desse novo “cidadão maranhense” para não perdermos os rumos do desenvolvimento social. Portanto, um convite a escrever a História de nosso povo e vários aplausos aos que lutam pela totalidade do desenvolvimento humano através de sua consciência!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

TRÂNSITO - DE QUEM É A CULPA?

MECENO FERREIRA DA SILVA NETO
* PÓS-GRADUANDO EM GESTÃO E SEGURANÇA NO TRÂNSITO NO INSTITUTO TOCANTINENSE DE PÓS-GRADUAÇÃO


O JOVEM É VÍTIMA TANTO QUANTO AS VÍTIMAS QUE FAZEM NO TRÂNSITO, DE QUEM É A CULPA?

Dentro das causas de mortes por traumas no Brasil, o trânsito aparece em segundo lugar como causa de mortes, e o jovem ocupa a maior parte desse índice, cerca de 46% dos acidentes de trânsito, tem jovens envolvidos.
Analisando esse histórico, nos perguntamos onde está o erro? A culpa é de quem? O que podemos fazer para melhorar essa realidade brasileira? Onde em média 220 vidas são ceifadas diariamente no trânsito por diversos fatores, inclusive, desrespeito ao Código de Trânsito Brasileiro.
Os órgãos que compõem o SNT-Sistema Nacional de Trânsito, dentro de suas respectivas circunscrições, desenvolvem campanhas educativas com o intuito de sensibilizar as pessoas para um comportamento mais adequado no trânsito.
Entretanto dentro de nossa ótica e observando que o trânsito é um espaço público, onde estão inseridos diversos tipos de indivíduos e diversas culturas, cheias de vícios, muitos deles de origem familiar, que deságuam-se todos nesse ambiente de conflitos permanentes.
As políticas públicas para essa área deixam muito a desejar, pois são tratadas de formas pontuais, carecendo de um projeto educacional para o trânsito sistemático e contínuo a médio e longo prazo. Os jovens necessitam de um acompanhamento mais específico, inclusive de um diagnóstico dos órgãos responsáveis pela formatação e implantação de políticas públicas que formem cidadãos conscientes de seus direitos e obrigações enquanto ser construtor e partícipe de uma sociedade.
Não obstante a esse processo, convém salientar que os jovens não são os únicos responsáveis por essa dantesca realidade. É prudente entender que “O JOVEM É VÍTIMA TANTO QUANTO AS VÍTIMAS QUE FAZEM NO TRÂNSITO” pois, desde a sua infância, observam os maus comportamentos dentro de suas residências e nos meios em que convivem dentro da sociedade.
Para tanto, não podemos nos acomodar e acharmos que esse cenário é normal e natural, devemos ser críticos de nós mesmos, entendendo que o jovem é vítima de uma cultura que o pressiona a buscar atenção e exibir-se para ser aceito no meio social como um todo. Devemos cobrar dos órgãos responsáveis uma nova postura, que atenda essa necessidade (urgente) de mudança de foco nas ações educativas, de fiscalização e engenharia no trânsito.
Só assim alcançaremos resultados dignos de um trânsito saudável, cidadão fraterno e coletivo, que dê ao Brasil um ir e vir com vida, ética e segurança.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

JOSÉ REINALDO TAVARES - EXCLUSIVO


Entrevista realizada por PAULO ROMÃO - Estudante de Sociologia e Ciências Políticas (UEMA), Estudante de Publicidade e Propaganda (Faculdade São Luís) e Militante da Juventude do PT/CNB.

O Sr. Idealizou a Frente de Libertação do Maranhão que culminou com vitória de Jackson em 2006, este movimento visava somente a conquista do Governo do Estado?
Escrevi um artigo sobre isso.
O movimento não tinha cumprido tudo que havíamos idealizado. A Frente de Libertação do Maranhão, era para conseguir a libertação do Estado do jugo de oligarquias que levaram o maranhão em 2002, segundo o IBGE, a se tornar o estado mais pobre do País e o último em todos os parâmetros que se pode verificar. Esse era o objetivo, mas começamos a ter problemas nas eleições de 2008, porque era para termos um só candidato naquela oportunidade já que estávamos no governo.
Falei com o governador Jackson e sugeri então que no período eleitoral deveria chamar todo mundo e definir uma diretriz, indicando o candidato e pedindo o apoio, já que antes de começar o jogo isso seria possível, e seria fácil realizar porque na eleição de prefeito não haveria nenhuma dificuldade de vencermos e mantendo a unidade para 2010, mas o Jackson embora tivesse concordado acabou não atendendo e deixou o processo correr a um ponto que ele mesmo se prejudicou ao ir para a convenção do PDT com Tadeu e perder. Assim começamos muito mal, e a outra foi à questão de Flávio Dino com João Castelo.
Houve um momento que isso poderia ter sido corrigido, quando se definiu que haveria o segundo turno, o Flávio Dino me contou que foi ao Jackson e perguntou se ele tinha candidato, e ele afirmou que não tinha, e disse que estaria muito satisfeito se qualquer um dos dois ganhasse já que eram participantes da Frente de Libertação, então já que Jackson havia dito que não tinha candidato, o Flávio pediu que ele não interferisse no segundo turno deixando que os candidatos definissem a eleição e o povo escolhesse livremente quem iria dirigir a prefeitura, segundo o que Flávio me relatou, Jackson garantiu que não interferiria na disputa, e todos sabem que não foi isso que ocorreu, aí nasceu um grande problema que estamos tentando resolver entre Flávio e Jackson, e depois entre Flávio e Castelo.
Lembro quando tentamos montar a Frente em 2005, o maior problema era que ninguém se dava, uns com os outros, levou-se muito tempo para ajustar as situações, queríamos evitar a disputa para não deixar seqüelas para 2010, com maturidade, tranqüilidade, fazermos aquilo que fosse importante para o Estado e sairmos dos problemas encontrados na minha gestão em 2002, já que consegui um avanço comprovado pela FGV, sendo o maranhão no período do meu governo, o estado que mais cresceu em parâmetros sociais, queríamos que isso continuasse, e a Frente ficou parecendo que era um movimento apenas para ganhar eleição, mas o objetivo era consolidar uma vitória sobre o grupo que sempre atrasou o maranhão, para aqueles que fossem eleitos pudessem fazer com tranqüilidade o melhor pelo estado, e hoje não vejo uma forma da Frente de Libertação do Maranhão ter continuidade, ela está sendo substituída por outro movimento.

O movimento Maranhão Livre tem algum resquício da Frente de Libertação? Não se trata de “mais do mesmo”?
Ele tem grande parte de membros que fizeram parte da Frente de Libertação, mas o problema se inverteu, porque a Frente era para consolidar uma conquista e quatro membros do tribunal acabaram mudando tudo aqui no maranhão, e o grupo que dominou o estado durante 40 anos voltou ao governo. Agora teremos de vencer as eleições novamente para consolidar um projeto de desenvolvimento para o estado aprovado por todos os membros, um projeto político e social, um projeto de governo para ser cumprido por quem ganhar as eleições, evitando que a escolhas ruins de secretários acabem desvirtuando tudo, e este projeto será a diretriz dos membros do movimento Maranhão Livre.

Do ponto de vista da tática eleitoral esse movimento pretende reeditar o que foi realizado em 2006, lançando diversos candidatos para forçar o segundo turno?
Não há outro caminho, não pelos mesmos motivos de 2006, mas por outros motivos.
Temos no movimento o PT e o PSDB, só para citar esses dois, e ambos têm candidatos fortes a Presidência da República, então não há nenhum candidato a governador que possa unir esses dois partidos porque eles terão de fazer palanque para os presidenciáveis, e no meu modo de ver nos temos primeiro que atender esse problema da eleição federal, e teremos dois candidatos, um do PT e outro do PSDB aqui no maranhão, além disso, podemos ter outros candidatos e isso não prejudica porque a intenção é ir para o segundo turno e temos certeza que venceremos.
O Jackson tem outro raciocino e pelo que tenho lido ele não é favorável a essa idéia, eu ainda não entendi bem o que ele pensa, mas presumo que ele acha como em 2006, que temos de ir para um confronto que seria praticamente um plebiscito, e fala em unir o movimento em torno de um só candidato, mas ele não diz que o candidato seria ele, mas sabemos que ele quer ser o candidato, e tem todo o direito, mas como fechar o movimento com o PT e PSDB? Então não pode ter um candidato só, e o Jackson deve ser candidato e é importante que ele seja, mas deverá dividir dentro do grupo com um ou mais candidatos.

O Sr. já tem como certo uma aliança no maranhão entre PT, PCdoB e PSB?
Acredito que não há nada para impedir essa união, acho que realmente contrária a ela é o PMDB, porque a Roseana e o Sarney sonham em coligar com o PT, não que eles precisem do PT aqui, mas porque precisam do LULA aqui para conseguir eleger a Roseana.
Se tivermos uma candidatura do PT, o LULA não poderá vir principalmente se for uma pessoa que tenha o apoio da direção nacional do PT, e essa equação é fundamental para definir as eleições em 2010, e estamos em vantagem porque o PT já faz parte do movimento.
Iremos realizar uma pesquisa qualitativa em novembro. Nós já fizemos isso em 2005 e foi o que consolidou tudo que pensávamos sobre a eleição e que levamos em prática e naquele tempo apareceu uma grande parte do eleitorado querendo um nome novo, mas não um nome novo por ser um nome novo, mas tem condicionantes no pensamento, no desejo do eleitor para essa pessoa, como por exemplo, que tenha força no governo federal, tenha força para enfrentar o Sarney, seja novo mas tenha experiência, e em 2006 quem se encaixava no perfil era o Vidigal, e em 2010 tem um nome que pode ser óbvio, mas pode ter outros, e o óbvio é Flávio Dino que tem uma presença nacional grande e segundo o que tenho de informação, o PT nacional está muito afinado com ele.

Roseana teme Flávio Dino?
Roseana quer que Flávio Dino tenha uma composição com eles, mas isso contraria os princípios de Flávio Dino, e o liquidaria porque contraria toda a história política e de vida de Flávio que combate e critica o Sarney, e depois ele é uma liderança nova e tem muito futuro, pode não ser agora em 2010, mas vai acontecer porque é talentoso e não é a toa que se tira 214 mil votos aqui em São Luís numa luta contra o governo do estado e contra Castelo que tem um recall muito grande, e o Flávio jamais cometeria o erro de se juntar a Roseana, embora ela tenha um desejo muito grande que ele seja o candidato com eles, mas não a governador porque esse cargo pertence a família, mas a Senador porque imaginam que eu sou candidato a Senador, então eles ficariam numa chapa com Lobão e Flávio, mas o Flávio não cometeria um suicídio desse. Não tem como ele se unir ao grupo que tem prazo de validade para acabar.

Falando de tática para o Senado, são duas vagas em disputa e o Sr. é candidato?
Eu sou pré-candidato ao senado, não quer dizer que eu serei candidato, mas para o senado o importante é a renovação porque vejam o que está acontecendo, eles são capazes de tudo, e é lá que o Sarney maquina e tem força para tirar o Jackson, manter o Convento das Mercês entre outras coisas. Temos de quebrar isso, não podemos deixar mais que o maranhão fique sem um senador que tenha interesse pelo desenvolvimento do estado.
A princípio estou direcionado à candidatura para o senado, mas o grupo é que vai decidir para onde eu vou. Mas se fosse só o meu desejo eu iria para o senado enfrentar o Sarney.

No campo da esquerda nos temos o seu nome e o de Bira do Pindaré como pré-candidatos ao Senado, o Sr. acha as candidaturas competitivas?
O Bira já mostrou que tem condições para uma candidatura competitiva, já teve um recall de 500 mil votos, naquela eleição também teve uma conjuntura própria, eram duas pessoas muito desgastadas uma contra a outra e o Bira apareceu como um nome novo neste cenário e se deu bem, ele pode também ser candidato a governador se o PT quiser um nome próprio, ele mesmo já disse que se tiver essa possibilidade não fugirá dela, e seria também do meu ponto de vista um candidato bastante forte.
Essa chapa para o senado não terá tantos nomes assim se tiver várias candidaturas a governador, e devemos ter dois nomes competitivos em cada chapa porque não tem o voto de legenda para senador sendo eleitos os dois que obtiverem o maior número de votos, então é preciso ter cuidado e controle no grupo para que não tenhamos que dividir muitos votos e acabar sem nenhum eleito e o grupo Sarney com menos votos acabarem elegendo dois senadores.

O Sr. se considera padrinho político de Flávio Dino?
Não.
O ajudei muito a se eleger, ele era uma pessoa que nunca tinha sido votado e acabou como um dos mais bem votados, eu tive de entrar porque queria renovar e quero ainda, é meu desejo renovar a política do maranhão, estamos numa fase em que estes grupos que estiveram no poder e a turma que ainda está aí estaremos disputando as últimas eleições praticamente, e precisamos ter uma renovação e isso acontecerá inexoravelmente porque hoje existe uma dicotomia que comanda tudo, o Sarney e o anti-Sarney, e esse é um discurso que ajuda muitos candidatos que estão contra Sarney, e prejudica muitas pessoas que estão do lado dele.

No caso o Sr. vislumbra a terceira via?
Na hora que o Sarney sair da cena política, e não demora muito, a meu ver isso acontecerá a partir de 2010 com a saída de LULA do poder, o Sarney não vai ter o amparo que tem na base do governo, ele está se acabando, e esse negócio aí do senado vai repercutir por bastante tempo ainda, e ele se acabará rapidamente sem o poder do LULA.
O mandato de Sarney vai até 2014, e não voltará mais a ser presidente do senado, e isso é mortal porque o Sarney vive do poder, e sem o poder não é nada, e na hora que ele sair da cena política o grupo dele se acaba, porque a Roseana é incompetente, ela nunca, por exemplo, fez um discurso de improviso, seus discursos eram feitos pelo “PIPOCA” (Antonio Carlos – Sec. de Comunicação), então o negócio é muito sério lá, porque o Sarney sonhou a vida inteira em fazer uma grande biografia, que já escapou e não tem mais como ajeitar porque ele queria fazer de sucessor a filha ROSEANA, e tenho certeza que a ROSEANA não tem nenhum talento a não ser filha do Sarney, e o que vai acontecer é uma briga interna dentro do grupo.
Então a partir de 2010 o Sarney entra no seu eclipse e as coisas no maranhão começarão a mudar tremendamente, induzido ou não, porque acabará o discurso pró e contra Sarney e passará a ser como qualquer outro estado, onde o candidato vai ter de trabalhar e fazer pelo povo.

Toda discussão sobre política do maranhão começa ou termina com Sarney, e ele está acuado no momento com denúncias dos atos secretos que marcou sua biografia política, como o Sr. analisa o discurso de defesa do Sarney?
Aquilo não foi um discurso de defesa, foi uma tentativa de não permitir que o senado criasse uma grande discussão sobre ele, e foi uma coisa intimidatória, ele disse “a crise não sou eu, a crise é o senado”, praticamente dizendo “se vocês entrarem vão levar”, tanto que intimidou todo mundo.
Esse Agaciel estava lá há 14 anos colocado por ele para ter o poder sobre os outros senadores, ele facilitava coisas que não eram permitidas, só de ato secreto tem mais de mil, e dizem que até Bita do Barão está nele, então está todo mundo nisso, tanto que até o Pedro Simon que era o primeiro a pedir a denúncia e fazer o maior barulho, ficou caladinho e com ele o Jarbas Vasconcelos, estão todos intimidados e eles preferem que o Sarney vá até o final do mandato para tentar fazer a renovação, isso os bem intencionados, os mal intencionados estão vendo que o Sarney está fraco de uma maneira tal que quem vai mandar mesmo é o Renan Calheiros que mandava desde o começo, e para o país isto é uma das piores coisas porque o Sarney ainda tinha uma preocupação com a opinião pública, e o Renan não tem nenhuma.

De que forma o projeto de reforma política pode contribuir para esse cenário desgastado?
Eu não vejo nenhuma, isso é uma coisa quase que casuística, ela não tem o sentido de uma reforma política real, para ser verdadeira, teria de ser discutida pela sociedade, teria de envolver outras formas de governo, uma discussão muito profunda, eles estão fazendo uma mini reforma que tem de ser concluída no final de setembro, eu não acredito nisso, às vezes é só pano de fundo para tirar o foco da onda de denúncias.


Como o Sr. vê a terceira volta de Roseana?
Ela voltou???
Porque o governo dela ainda não começou e nem vai começar por paradoxal que seja está fazendo muita falta a Roseana, o Jorge Murad, que comandou o governo nos dois períodos anteriormente, principalmente no segundo. Ela se sente muito insegura e não pode colocar o Jorge porque iria aumentar a sua rejeição popular, e depois não pode botar o Jorge onde já tem o Ricardo Murad já que eles não se topam, basta ver o que Ricardo disse do Jorge, do Sarney e da própria Roseana quando esteve na oposição.
O Ricardo Murad é quem manda no governo, tanto que impingiu a ela um programa fajuto que é esse negócio de hospitais tentando pegar o dinheiro todo do governo para ele, o governo dela não pode ter líder, por exemplo, o Chico Gomes não apareceu mais, o Ricardo é o ventríloquo, fica por trás dizendo e repreendendo, o próprio Nagib Haickel disse que isso não era possível, porque o Ricardo faz o que quer, exceto com o João Alberto que faz questão de ter autoridade e não quer o Ricardo comandando o governo, tanto que o Ricardo sumiu após o João Alberto assumir, e assim que a Roseana voltar ele volta a comandar o governo.
O governo dela tem problema para todo lado, e ela colocou como secretários, todos os políticos que querem renovar o mandato, e eles terão de sair em abril e não ficarão nem um ano e os que ocuparam as vagas, deputados que não se elegeram, também querem se eleger e ademais tem os problemas dos cargos dos assessores de gabinete que ela não faz nada para resolver.
O governo dela é uma cooperativa de disputa pelo poder sem comando nenhum, de forma que não vejo a menor possibilidade da Roseana ter sucesso, ela quer é fazer caixa grande pedindo um empréstimo de 300 milhões sem a menor necessidade, nem disse a que se destinava no ofício dirigido á assembléia, e isso vai onerar terrivelmente os pagamentos do estado porque ele é extra limite, e poderá chegar a 16% só com pagamento de dívida.

Como o Sr. analisa os deputados que eram da base de Jackson e com a volta de Roseana não se mostraram alinhados com o projeto da Frente de Libertação?
Já era esperado, tem muito deputado que só se elege com a presença do governo, e ele quer ficar do lado do governo sempre, e isso foi bom para depurar um pouco essa questão porque eles não estão vendo que a opinião pública está contra isso, a rejeição de Roseana é enorme e eles poderão sair muito chamuscados na próxima eleição, isso se deu pela fraqueza de alguns partidos, no PSB aprovamos uma diretriz de oposição a Roseana e quem não seguisse essa orientação partidária não teria direito a legenda para concorrer em 2010, e os outros partidos não fizeram isso.

O que o povo do maranhão pode esperar do movimento em defesa do maranhão livre?
Não será um governo de fantasia como o governo de Roseana, será um governo para enfrentar os problemas do maranhão, para isso temos de discutir com a sociedade e colocar o plano de governo e tem coisas muito óbvias como a Agricultura Familiar onde 40% da população vive dela, temos de resolver os indicadores sociais da área rural que é um problema sério na área da saúde, educação, saneamento, energia, qualificação entre outras, mas temos de dar muita força para melhorar a auto-estima das pessoas que estão abandonadas há décadas.
É preciso mostrar para a população o que pretendemos fazer, debater para as coisas acontecerem.

Como o Sr. avalia o Governo de Jackson?
Não se pode avaliar porque não o deixaram terminar, e até onde foi teve atuações em algumas regiões muito boas como no Tocantins, onde ele está muito bem, e teve problemas inexplicáveis com os professores e delegados, acho que ele ainda poderia remediar a situação, mas não teve tempo, ele tinha ainda dois anos e muitos governadores deixam o trabalho mais profundo para os últimos anos.
Jackson fez um governo municipalista dando apoio aos prefeitos e fez diversas reuniões com a sociedade civil inclusive no interior atendendo grande parte das reivindicações.

Na condição de pré-candidato ao senado, os episódios envolvendo a Gautama podem pesar na sua candidatura?
Eles vão fazer tudo para que isso pese, mas a principal acusação que tinha contra a minha pessoa era uma ilação que foi demonstrada não ser o padrão da policia federal. Tenho os papeis, e isso vou ter de mostrar, é uma descrição de uma reunião minha com o pessoal da Gautama e outras pessoas para dar uma rodovia a construtora, e por isso teria ganhado um carro de presente, um carro que foi comprado até de segunda mão.
Fui preso em 17 de maio, e a estrada relatada nesse conluio que eles falam, em troca de vantagens, já tinha sido licitada desde o dia 19 de março e o resultado publicado no dia 21 de março de 2007, onde entraram 21 empresas e a Gautama foi desclassificada, sendo que a policia federal adotou aquilo que a ministra Eliana Calmon mandou, e então efetuaram o ato de prisão dizendo que essa licitação eu havia dado a Gautama, quando na verdade a licitação já teria sido realizada há 2 meses atrás e a Gautama não havia ganho, um erro grande, e na minha defesa entrei firme, o processo tem vários erros e está na justiça, mas há uma desconfiança muito grande de ter havido uma interferência política no processo, porque tinha muita gente ligada a Sarney com ligações do próprio senado.

Qual mensagem que o Sr. deixa aos leitores do Blog do Almir Bruno?
Os blogs são muito importantes, principalmente num estado onde há uma dominação completa da mídia, para se ter uma idéia, só pudemos na eleição de 2006 mostrar quem realmente era Roseana à partir do horário eleitoral gratuito porque aqui uma televisão é do Lobão e a outra do Sarney, então é importante que os blogs existam e prestem informação para à população ter contato com a realidade.
Os blogs são uma tendência universal, vieram para ficar, a sociedade vai valorizar cada vez mais e a medida que facilite o acesso à população carente a sua importância vai crescer muito mais, já que por ser interativo estão competindo com os grandes jornais.
Deixo o meu abraço ao leitores do blog de Almir Bruno, e espero que as pessoas continuem acessando e comentando os textos porque também tenho um blog e gosto de ler os comentários das pessoas, e por ser interativo estão competindo com os grandes jornais.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

VERDADES QUE PRECISAM SER DITAS.

Então São Luís é a capital brasileira da cultura em 2009. E por falar em cultura, precisamos desmitificar alguns boatos “plantados” e vendidos aos brasileiros como verdades absolutas. Essas “lendas” possibilitaram, por exemplo, a aclamação de Duque de Caxias como “herói de guerra”, a saudação anual dos “pracinhas” em desfile no dia 7 de Setembro e a coroação de Tiradentes como mártir da inconfidência mineira. Esses são apenas alguns exemplos de mentiras que foram passadas anos a fio para crianças em escolas de todo o Brasil. Temos o dever cívico e moral de dar aos verdadeiros heróis o reconhecimento devido. Por trás dessas “estórias”, muitas delas fantasiosas e dantescas, escondem-se homens e mulheres que, a despeito de alguns foram relegados ao esquecimento e à marginalidade.
“Duque de Caxias”, aquele da estátua de bronze imponente em frente ao 24º BC no João Paulo, patrono do brioso Exército Brasileiro, comandou batalhões em muitos acontecimentos até chegar ao Maranhão, onde o até então General Luís Alves se deparou com A Balaiada, más Caxias ainda terá seu lugar nesta história, em momento oportuno.
Vamos falar de A BALAIADA, o movimento foi um dos maiores do Brasil e ocorreu no século XIX, entre 1838 e 1840 no interior do Maranhão. O nome da revolta advém da profissão de um dos seus principais lideres Manuel Francisco dos Anjos Ferreira, que exercia a atividade de fabricante de balaios. A temática da revolução era puramente social e visava lutar contra a fome, a miséria, a escravidão e os maus-tratos impostos por grandes fazendeiros, os chamados coronéis, ou, Cabanos. Além de Manuel Francisco, também lideravam os manifestantes, Cosme Bento das Chagas (o Negro Cosme, líder de um quilombo, que reunia cerca de 3 mil negros fugitivos) e Raimundo Gomes (um vaqueiro conhecido pela alcunha de “Cara preta”). O movimento também recebeu o apoio da classe média, conhecida como os Bem-te-vis. Bem-te-vis também foi o nome dado ao jornal que, pode-se dizer foi o propulsor das idéias de liberalismo e nativismo do movimento contra os cabanos, pois nele, também se pregava a expulsão dos portugueses e o confisco de seus bens.
O clima em Itapecuru e em toda a província estava tenso e insustentável, e o conflito entre Cabanos e Bem-te-vis era eminente. Só faltava a fagulha que acenderia o pavio. E a centelha foi provocada pelos Cabanos, quando prendem um grupo de vaqueiros que se recusaram a fazer parte do “recrutamento”. Então Raimundo Gomes, o “cara-preta”, invadiu a cadeia pública de Vila da Manga, município de Vargem Grande, hoje Nina Rodrigues, para libertar seus companheiros.
Começa então a perseguição ao grupo. Com a chegada de militares, estes, investidos do Poder e da arrogância peculiar aos ocupantes de cargos por imposição e não por competência, alojaram-se na residência do fabricante de balaios Manuel Francisco e lá comeram, beberam e profanaram sua casa, cometendo toda sorte de abusos e atrocidades, inclusive estuprando as duas filhas do “balaio”. Humilhado e desiludido, Manuel Francisco decide vingar a honra de suas filhas. Para isso era preciso formar uma grande tropa, e vaqueiros, lavradores, comerciantes e artesãos foram conclamados a ajudarem-no nesta grande empreitada. Inflamados pelo acontecido, partem em perseguição dos militares, neste ínterim juntaram-se ao grupo Raimundo Gomes e seus vaqueiros e Negro Cosme e seus comandados.
Durante a Balaiada, o alvo principal era Negro Cosme e os seus. Estima-se que no período do conflito cerca de doze mil homens morreram em confronto.
Negro Cosme se intitulava Dom Cosme, Tutor, Imperador e Defensor da liberdade dos Bem-te-vis. Ele ainda concedia a seus seguidores patentes como Major, Coronel, Barão e outros (qualquer semelhança com Virgulino Ferreira, o Lampião, é mera coincidência). Nas fazendas que atacava, além de matar o gado para saciar a fome de sua “tropa” ainda assinava cartas de alforria que concedia liberdade aos escravos.
Em 1840, chegava à província seu mais novo presidente e comandante. Era o Coronel Luís Alves de Lima e Silva, que trazia na bagagem além de oito mil homens a missão de sufocar o movimento. Na ocasião a cidade de Itapecuru foi utilizada como base militar e sua cadeia pública como quartel. Apesar do poderio bélico e da astúcia militar o Coronel só conseguiu seu intento, após um ano de perseguição, graças ao oferecimento de anistia a outros bandos organizados, que também deveriam se juntar a ele para combater os quilombolas.
A partir de então a luta já não era mais pela igualdade social ou racial e sim pela sobrevivência. O ódio do Coronel era latente em suas declarações, aonde inclusive chegou a atribuir ao demônio o fato de Cosme ainda não haver sido capturado. Negro Cosme sabia que, se fosse preso não sobraria ninguém para contar a história. Como de fato aconteceu.
Em 28 de fevereiro de 1841, no povoado de Calabouço, Distrito do Mearim, já enfraquecidos pela fome, pela sede e pelo cansaço, enfim, o Coronel Luis Alves de Lima e Silva, que a partir dali passaria a chamar-se Duque de Caxias e também pelo imponente título de “O PACIFICADOR”, conseguiu derrotar o movimento e capturar Cosme. Foi promovida ali a maior chacina já vista em todo o território maranhense. Não escaparam ao ódio de Caxias nem mesmo mulheres e crianças.
Negro Cosme foi levado à cadeia de Itapecuru e depois foi transferido para São Luís.
No dia 20 de setembro de 1842, o grande líder da balaiada foi enforcado em frente à Cadeia de Itapecuru.
Com a morte de Negro Cosme, o governo tratou de atribuir a ele feitos que não condiziam com a realidade. Facínora, frio e cruel eram alguns dos adjetivos que eram ao seu nome incorporado. O que era feito, de bom ou de ruim é perfeitamente explicável quando passamos a estudar os efeitos de uma revolução na sociedade. Não podemos fazer uma omelete sem que ovos sejam quebrados. Precisamos resgatar a memória de nossos verdadeiros heróis, mártires esquecidos pelo tempo e que lutavam não por títulos ou glórias e sim pela igualdade. Lutavam sim, por uma sociedade única, onde todos os direitos e deveres devem ser preservados e cumpridos.
Em uma próxima oportunidade trataremos acerca dos Pracinhas e da famosa batalha das Toninhas em plena Europa, durante a II guerra mundial.


MAXWELL CUNHA SANTOS

Bacharel em Comunicação Social, Pós Graduado em Administração Geral e acadêmico de Geografia pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

sábado, 27 de junho de 2009

SENADO EM XEQUE

Por Bira do Pindaré*

A maior parte dos países do mundo contemporâneo segue o modelo legislativo bicameral, ou seja, o poder de criar leis é repartido entre duas casas. Assim também é no Brasil. Temos a Câmara dos Deputados e o Senado da República. São 513 deputados e 81 senadores, sendo três por Estado. Proporcionalmente, são mais de seis parlamentares federais para cada senador. Mas é no Senado que se revela uma das maiores crises já vivida pelo parlamento nacional.
O que acontece ali na câmara alta tem a ver com a moralidade pública, um dos princípios basilares da Constituição brasileira. Logo estamos diante de uma questão nacional de extrema relevância e que as tentativas de minimização são e serão inócuas.
São muitas as acusações. Já se falou em nepotismo, peculato, tráfico de influência e outras improbidades como atos secretos e até contas secretas. De todas as denúncias a que parece mais grave e irrefutável, que deveria, portanto, ter mais destaque, é a do auxílio moradia. Dinheiro público em conta particular, sem respaldo legal, seria motivo mais do que suficiente para punir com demissão a bem do serviço público qualquer barnabé que incorresse na mesma conduta, sobretudo quando se trata do gestor do órgão. Nem mesmo a confissão ou mesmo a devolução voluntária pode ensejar a exclusão da punibilidade. São coisas elementares do direito vigente.
No olho do furacão, o presidente José Sarney, pessoa no mínimo “incomum”, se esforça, faz pronunciamentos, exonera servidores que chefiavam o órgão, extingue diretorias, cria portal da transparência, se mexe para todo lado, mas não consegue convencer a sociedade brasileira.
A cada dia surgem novas denúncias e sua situação é cada vez mais insustentável. Por muito menos, Antônio Carlos Magalhães, Jader Barbalho e Renan Calheiros perderam a presidência do Senado. Talvez seja a maldição ou bendição da cadeira. O senador Cristovam Buarque chegou a dizer que o conceito de “fundo do poço” está sendo desmoralizado, pois sempre se encontra um fundo mais abaixo. Na Roma antiga, foi preciso o imperador Calígula nomear um cavalo como senador para que se desmoralizasse a instituição. Crer-se que não iremos tão longe assim.
Contudo, o que ocorre no Senado não é de se estranhar, pois o mesmo já nasceu deformado e mantém este perfil até hoje, insistindo em fazer valer a máxima popular do “pau que nasce torto”.
Inspirado no modelo britânico, foi criado ainda no período do Império, para ser a nossa “câmara dos lordes”. Uma espécie de representação tupiniquim da “nobreza” brasileira. Por essa razão, somente poderiam se candidatar a senador os homens ricos, com renda anual mínima de 800 mil réis. A escolha cabia ao imperador e os mandatos eram vitalícios. Negros, pobres e mulheres não tinham vez.
Na república velha, no embalo das ideias de Rui Barbosa, tentou-se uma aproximação com o modelo americano, no qual os senadores representam, de fato e de direito, as unidades da federação. Mas, diferentemente dos Estados Unidos, o Brasil nunca fez sua revolução e os Estados não se firmaram com independência, como poderia ser. Resultado, o Senado se tornou o lugar das elites regionais, de coronéis e de oligarcas.
Daí a razão do seu distanciamento dos anseios populares. A maioria dos senadores ainda representa as antigas práticas cultivadas pela elite atrasada e conservadora que sempre dominaram a política brasileira.
O Senado está em xeque. Há quem defenda sua extinção alegando absoluta inutilidade. Não chegaremos a tanto. Mas é cada vez mais intensa a necessidade de uma profunda reforma política e de renovação naquela Casa. Essa tarefa de grande envergadura está incumbida ao povo brasileiro, que, certamente, saberá dar sua resposta nas urnas. Essa é nossa esperança. Amém.

*Bira do Pindaré é advogado, bancário, professor e mestre em políticas públicas

sábado, 20 de junho de 2009

PREÇO DA PASSAGEM DECOLA EM IMPERATRIZ


Recentemente, Imperatriz foi surpreendida com mais um abuso, oriundo do descaso da prefeitura com a população imperatrizense em favorecimento a grupos privados: o aumento do valor da tarifa de R$ 1,95 para R$ 2,30. O referido aumento se deu ainda na gestão do ex-prefeito Ildon Marques e exatamente no período de férias escolares e até então nada tem sido feito em relação a esse aumento abusivo.
Será que existem justificativas plausíveis à população imperatrizense para que esta deva pagar UMA DAS MAIORES TARIFAS DO BRASIL? O que tem sido feito no intuito de contribuir com reflexões através dos elementos e informações, além de aprofundar e desmistificar a complexa relação que existe na mercantilização do Transporte Coletivo que deveria ser público?
Esse abuso é oriundo de uma crise do transporte público, uma realidade concreta em todo o país e que se evidencia sobre as atuais condições estruturais de funcionamento, que se desdobra em crises de mobilidade social e do financiamento do próprio setor. Os gastos com o deslocamento representam o terceiro maior ônus de uma família brasileira, em média. Cerca de 40 milhões de brasileiros são excluídos de exercer o seu direito de ir e vir nas cidades e entre elas, pois não têm condições de pagar o abusivo valor das tarifas impostas pelos empresários que dominam o transporte urbano através de sua mercantilização.
A exclusão do acesso às camadas mais pobres da população gera uma crise de mobilidade, em que cada vez menos pessoas têm acesso ao transporte coletivo urbano da cidade e, por isso, vem reduzindo o espaço urbano no qual podem mover-se e, a partir disso, agir socialmente.
Existe solução. Ela dependerá de uma combinação bem sucedida de fatores: mobilização popular, concepção estratégica de um modelo de sistema de transportes, e direção/determinação política em aplicá-lo. Para isso, é de extrema importância a compreensão de que o transporte público, assim como a saúde, educação, moradia e soberania alimentar é dever do Estado e não da iniciativa privada. Pensar o transporte como serviço público essencial. O transporte coletivo deve ser retirado das mãos da iniciativa privada, como fator fundamental para superar a pauta da lucratividade, que é a questão essência que exclui milhões de pessoas do transporte. O transporte deve ser gerido pelo poder público, municipalizado, voltado para os interesses da coletividade, e pautado numa outra forma de financiamento.
Lutas vêm sendo travadas radicalmente em diversas cidades nos últimos anos, e estas culminam na luta pela municipalização do transporte coletivo, tornando-o verdadeiramente público, estabelecendo uma real democracia do direito de ir e vir (Constituição Federal, art5o XV; Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU, art.13).
Várias vitórias da classe estudantil e trabalhadora do Brasil vêm sendo conquistadas no setor nos últimos anos: Salvador (BA) em 2003, Feira de Santana (BA) em 2003 e 2005, Vitória (ES) 2005, Uberlândia (MG) 2005, Criciúma (SC) 2005, Fortaleza (CE) 2005, Florianópolis (SC) 2004 e 2005, Recife (PE) 2005, Brasília (DF) 2006, Aracajú (SE) 2006, João Pessoa (PB) 2007, São Luís (MA) 2008, e tantas outras que têm estourado por todo o país.
É fundamental destacar que o método utilizado ocorreu através de manifestações nas ruas, com participação e apoio da população, com intervenções e lutas políticas em Câmara de Vereadores e Prefeituras, ações judiciais no Ministério Público, ações enérgicas que conseguem chamar a atenção da sociedade como sabotagem de ônibus, pichações pela cidade e nos veículos, movimentos de “pula-catrata”, enfrentamento com as polícias civil, militar e municipais, e pressão popular frente às autoridades competentes para a resolução dos problemas relacionados ao transporte coletivo. Estas intervenções culminaram em diversas conquistas dos movimentos sociais em suas localidades: Passe Livre a todos os estudantes nos diversos níveis de aprendizado em Florianópolis, Rio de Janeiro (final dos anos 80), Laguna (MT), Cutia (SP) e Cuiabá, congelamento da tarifa em R$1,60 (ainda em vigor) por 4 anos e a Tarifa Social aos domingos (R$1,00 inteira e R$0,50 a meia) em Fortaleza, impedimento do aumento do valor da tarifa em São Luís e outras cidades, dentre as conquistas com o aumento da frota e no numero de linhas.
Pensando nas classes mais atingidas com esse aumento abusivo, representantes de várias entidades estudantis, sindicatos, associações, e sociedade em geral, vêm se reunindo e colaborando na organização de um ato para expressar sua indignação com o descaso do poder público com essas classes.
Vamos sair às ruas de Imperatriz para EXIGIR a REDUÇÃO DA TARIFA DO TRANSPORTE COLETIVO MUNICIPAL e uma AUDIÊNCIA PÚBLICA PARA DEBATER A QUALIDADE E O FUNCIONAMENTO DO SETOR.
Portanto, em Imperatriz a chama das lutas pela melhoria do setor está acesa. Movimentos sociais, associações comunitárias tanto da zona urbana como da zona rural, sindicatos e estudantes vêm estudando a fundo os problemas relacionados ao transporte público em nossa cidade, bem como suas possíveis superações. É tempo de lutar, organizar, enfrentar, conquistar e avançar nas lutas sociais da nossa cidade.
Aproveitamos ainda para iniciar e estabelecer o debate com a sociedade imperatrizense e o poder público municipal e estadual sobre a instituição do PASSE LIVRE ESTUDANTIL, que já é realidade em diversas localidades do país. Instituído pela Constituição Federal (art. 208, VII) em 1988 e reforçado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/1966, arts. 10, VII e 11, VI), a luta pela implementação do Passe Livre Estudantil é uma luta com respaldo constitucional, legal e popular. Os caminhos que levam a conquistas concretas como essas são longos, mas altamente recompensador, como têm nos ensinado a própria história. O livre acesso à educação, saúde, cultura e lazer é um direito o qual toda a sociedade deve permanentemente lutar, efetivando conquistas históricas.

- Pela diminuição imediata da tarifa;
- POR UMA MELHOR QUALIDADE NO TRANSPORTE coletivo;
- Aumento da frota e de linhas;
-Passe Livre a estudantes já!;
- Respeito ao Passe Livre dos idosos;
- AUDIÊNCIA PÚBLICA JÁ!!
- pela municipalização do transporte coletivo municipal

Assinam,
Diretório Central dos Estudantes Josias Morais Gestão “Os Sonhos Não Envelhecem” – UEMA/CESI
Centro Acadêmico de Biologia Gestão “Gaia” – CABIO/UEMA
Centro Acadêmico de História Gestão “Egbé” – CAHIS/UEMA
Centro Acadêmico de Química – CAQUIM/UEMA
Centro Acadêmico de Pedagogia - CAPED
Centro Acadêmico de Medicina Veterinária – CAMEDVET/UEMA
Diretório Acadêmico de Letras – UEMA
União Municipal dos Estudantes Secundaristas – UMES
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST
União Estadual dos Estudantes – UEE
Coordenação Executiva Maranhense dos Estudantes de Geografia – CEMEG
Centro de Defesa dos Direitos Humanos – CPCDDH
Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural – CENTRU
Casa das Artes
Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu - MIQCB

*Texto enviado pelo companheiro OSVALDO direto de Imperatriz.


terça-feira, 16 de junho de 2009

SOBRE VERDADE E APARÊNCIA NA POLÍTICA



“A pluralidade humana, condição básica da ação e do discurso, tem o duplo aspecto de igualdade e diferença”. (“A Condição Humana”. Hannah Arendt. Pg 188)

Antes da invenção da política, a humanidade conhecia o poder despótico. Partindo dessa premissa, de que, o poder era exclusivo de um único homem (o déspota), a política cujo termo deriva do grego polis (cidade) é condição para que o homem revele a verdade que está a sua volta, portanto, deve ser vivenciada a partir da pluralidade (conceito essencial em Hannah Arendt), e esta revela um agente do discurso e da ação, que é uma promessa, assim como a “condição humana” determina.
A autora chama atenção para esse desvelamento do agente do discurso e da ação. Verdade e aparência estão no meio do poder, e o verdadeiro lugar do poder é “estar entre as pessoas”, onde, as singularidades quebram com toda forma totalitária de resolver as coisas. A condição humana, são todas as condições próprias para a sobrevivência e o bem-estar na Terra: o homem hoje pode ir até a lua, é a ciência e a tecnologia na era moderna que imprime ao indivíduo o “Know How”, em que cultura, como estilo de vida humano, trava uma luta a ferros, pois, ciência e tecnologia são feitos em linguagem matemática, em que apenas o filósofo tem acesso através da especulação e do diálogo. A pluralidade, nesse sentido, em seu duplo aspecto de igualdade e diferença, nos diz que cada um de nós tem uma “singularidade”, cada um de nós nasce e se representa por meio do discurso, muito embora o esforço de muitos é de abafar o discurso (expressão), isso não é possível, no momento em que a história humana não é uma história de heróis. Podemos sim, verificar na aparência, uma forma de aparecer. A singularidade na política é condição da dignidade humana, na medida em que o agir como “iniciativa” é uma energia em que o eu aparece latente, quando agimos, abrimos a voz para novas perspectivas, deixando de lado toda forma despótica e oligárquica de governar. E é aí que a política ganha rumos de uma nova aurora, um novo começo, que não desmerece de forma alguma a memória de um povo, a memória como forma de viver feliz, acreditando em ideais positivos, independente de partido qualquer. Essa é a proposta de um texto como este: acreditar na “Terceira Via” como expressão política da pluralidade. Parece que estamos sempre defendendo o ser humano em sua condição frágil e ao mesmo tempo, defendemos o homem como a maior criação que um Ser Supremo (Deus), poderia criar.
Deus criou o homem, lhe deu livre-arbítrio, deixou-o sonhar com a felicidade: o homem é um ser político que busca a felicidade, aí está uma verdade inconteste. Estamos juntos e ao mesmo tempo estamos sós, a humanidade como uma totalidade harmônica e coesa, encontra na política, uma saída para os problemas modernos.
O Diálogo, uma forma de discurso entre duas singularidades, entre duas pessoas que não buscam na propaganda ou na compra de votos o meio mais acessível para aparecer, retoma a questão do poder na res-pública. A condição humana, diz respeito à promessa que cada pessoa no Brasil ou no mundo representa, aparecer é falar da verdade, é se preocupar com as gerações que ainda estão por vir, futuros agentes de transformação que por meio do discurso mostra quem são, mostram a verdade. A verdade, não é negócio, no sentido de que o sábio ou o mestre não fazem negócio, os seus aprendizes buscam no mestre não uma moeda de troca, mas de fato realizar concretamente o projeto superior da humanidade. Portanto, desejo que a política no Maranhão melhore, não apenas possibilite a eu aparecer, mas que pessoas apareçam e sejam compreendidas como agentes de um discurso que não quer a glória, as luzes, ou a platéia, mas um discurso que mostre realmente quem são os verdadeiros soldados, e, entre um passado e um futuro, a memória revele a luta de cada dia que devemos realizar.

Autor: Luciano Bezerra Reis
Filósofo e pós-graduando em Filosofia Política da Universidade Federal do Maranhão

terça-feira, 9 de junho de 2009

FLÁVIO DINO - ENTREVISTA EXCLUSIVA

No quadro intitulado "VANGUARDA MARANHENSE" o Blog de Almir Bruno conseguiu reunir duas expressões de grande credibilidade: o jornalista LIMA COELHO entrevista com exclusividade o Dep. Federal FLÁVIO DINO, num encontro marcado por muita emoção.

ENTREVISTA COM FLÁVIO DINO

Lima Coelho:
Quem é Flávio Dino?
Flávio Dino:
Tenho 41 anos, nasci em São Luís, sou casado, pai de dois filhos. Adoro ser maranhense e brasileiro, sou socialista e cristão. Gosto de trabalhar, de ler jornais e livros, de aprender sempre, de ver futebol na TV. Desde os 15 anos sou militante político: movimento estudantil, PT, advocacia para sindicatos, campanha de Lula, presidente da Associação Nacional dos Juízes Federais, PCdoB. A luta por Justiça é a minha causa, é o que me move. Estou em um momento de muito entusiasmo com a vida. Agradeço a Deus todos os dias. Amo viver e colocar a minha vida a serviço de outras vidas, acredito ser essa a minha missão.

Lima Coelho:
A partir do momento que você abraçou definitivamente a política partidária, foi surpresa a forma como o público o recebeu com a eleição a Deputado Federal?
Flávio Dino:
Quando optei por deixar a magistratura depois de 12 anos havia um risco embutido, algo imponderável, imprevisível. A primeira inquietação era como a sociedade iria receber alguém deixar uma carreira cobiçada, bem vista, para disputar uma eleição; se isso não seria recebido como um gesto imprudente e insensato. A segunda dúvida era como conseguir se inserir no meio político, pelo fato de não ter exercido nenhum mandato. Embora tivesse uma experiência política desde muito jovem, jamais tinha sido candidato.
Foram muitas variáveis e seis meses de muita angústia pessoal, sofrimento, pois não era uma decisão simples, havia desafios pessoais e familiares, mas tenho muita serenidade em afirmar que fiz o correto.

Lima Coelho:
A sua atuação como político foi determinante para que fosse candidato á prefeito de São Luís?
Flávio Dino:
A candidatura a prefeito de São Luís não foi planejada, eu pessoalmente tinha muita resistência à idéia. Ela foi se desenhando a partir de algumas críticas em relação ao modo como a transição almejada por todos estava se verificando. Não enxergávamos nos grupos dominantes da política local (o grupo Sarney de um lado e a Frente de Libertação do outro) condições de conduzir um real projeto de renovação, e a minha candidatura partiu da leitura deste cenário; não foi algo posto em 2006, ou seja, não fui candidato a Deputado Federal para almejar a prefeitura. Imaginava exercer os quatro anos de mandato.
Essa decisão também foi acertada, porque fizemos uma campanha muito bonita, talvez o maior desafio pessoal que enfrentei na vida, pois exigia uma costura política com outras forças e romper o bloqueio que estava erguido pela lógica do “mais do mesmo”. Então havia muita desconfiança da viabilidade. Quando iniciamos, éramos poucos andando nas ruas, enfrentávamos inclusive a barreira do desconhecimento, já que era Deputado Federal no primeiro mandato e parte da população não conhecia o meu desempenho parlamentar. Mas a campanha cresceu e confirmou que a leitura que fizemos do cenário estava correta, o descontentamento da população era grande com os rumos da política do nosso Estado, e minha candidatura acabou crescendo. Isso foi fundamental para explicar porque uma candidatura que começou com 4% conseguiu, na minha perspectiva, vencer.

Lima Coelho:
Você continua tendo essa visão, uma vez que a frente de libertação se reuniu na Assembléia Legislativa e você não esteve presente?
Flávio Dino:
É importante lembrar que não fizemos parte da Frente de Libertação originalmente construída.
Em 2006 já tínhamos uma leitura crítica em relação a certas pessoas que se auto-intitulavam ANTI-SARNEY, tanto que apoiamos no primeiro turno Edson Vidigal para o governo e Bira do Pindaré para senador na coligação PT, PSB e PCdoB. A Frente de Libertação tinha JACKSON LAGO e JOÃO CASTELO, nós só apoiamos a candidatura de JACKSON ao governo do Estado no segundo turno, pois tínhamos duas alternativas: ROSEANA ou JACKSON. Nos incorporamos à Frente de Libertação, participei da campanha de JACKSON e foi a decisão acertada naquele momento. Infelizmente o governo acabou nos frustrando do ponto de vista programático. Não tenho queixas e ressentimentos pessoais contra JACKSON, mas realmente o governo não caminhou por onde esperávamos. Na campanha de prefeito repetimos que o Jackson foi eleito para fazer a transição para o futuro, mas infelizmente as opções eleitorais que adotou, inclusive em São Luís, e o modo como administrou o Estado, representaram a transição para o passado.
Somos contra a reedição da Frente de Libertação, nos mesmos moldes, do mesmo jeito. O que é fundamental para nós nesse instante é discutir programa e direção política. Não temos veto pessoal de nenhuma natureza, agora não concordamos com a recomposição nas mesmas bases daquilo que infelizmente deu errado.

Lima Coelho:
Você perdeu a Prefeitura para um político que se diz experiente, e como administrador público foi governador do Estado, que avaliação você faz dos quatro meses de gestão de João Castelo?
Flávio Dino:

Não tem administração e não tem trabalho, é difícil avaliar o que não existe.
Até agora a Prefeitura, nada fez, não tem nenhuma iniciativa expressiva. Dizemos isso com tranqüilidade, tomando com base o nosso programa político. Temos a visão clara de que qualquer administração municipal comprometida com o desenvolvimento e com a qualidade de vida do povo tem como tarefas fundamentais: democratização do poder, do saber e da renda. Até agora, João Castelo não lidera nenhum projeto voltado a essas tarefas: a participação popular, políticas públicas eficientes, inclusão digital, melhoria da qualidade das escolas, do Índice de Educação Básica (IDEB), dos serviços de saúde. Esse é o cerne, o núcleo da nossa crítica, que se baseia no programa que consideramos correto. O que é mais grave, é que também do ponto de vista do programa dele, nada foi feito. As promessas de campanha estão sem nenhuma iniciativa concreta, palpável, no sentido de realizá-las, por isso que afirmo que é uma gestão que não começou, já que não executa nem mesmo o programa que ele se comprometeu a fazer.
Cito como exemplo o fornecimento de uniformes escolares para as crianças das escolas municipais. Ele acabou por vetar um projeto aprovado pela Câmara de São Luís de autoria do Vereador J. Pinto, alegando inconstitucionalidade que não havia. Ele deveria sancionar e implementar, porque era compromisso central de sua campanha, e acabou frustrando o povo, além de outras promessas ainda não cumpridas, como o Bom Preço e o Hospital do Angelim.

Lima Coelho:
Poderia ser um projeto para a consagração popular e afirmar a sua gestão?
Flávio Dino:
Como cidadão de São Luís que ama a nossa cidade e tem compromisso com ela, eu espero sinceramente que João Castelo comece a governar, fazendo o básico pelo menos. Ele foi eleito para governar e nós fomos eleitos para fazer oposição. Essa é a grande colaboração que a oposição dá em uma democracia: cobrar e fiscalizar. Temos feito isso, embora ele, alguns de seus auxiliares e aliados políticos, sempre reajam mal, vendo isso como uma espécie de usurpação da vontade popular, e não se trata disso, nós temos nossa legitimidade pela votação que obtivemos.


Lima Coelho:
Recentemente o governador Jackson foi cassado, a abordagem que gostaria de fazer nesse instante, é sobre a sua visão sobre a influência ainda do grupo Sarney na política do estado, pesa mais o fato da família estar comandando a política, o estado do maranhão, por mais de 40 anos?
Flávio Dino:
O governador Jackson foi cassado por muitos motivos.
Eu como então aliado fiz o possível para evitar, inclusive sendo advogado de Jackson durante algum tempo, e procurava, na dupla condição de advogado e aliado político, alertar o governo e seus auxiliares mais próximos de que a principal questão que havia a ser enfrentada era o desgaste da administração estadual, na medida em que o governo equivocadamente se recusava a atender demandas de vários setores fundamentais, como os professores, os policiais. Isso gerava desgaste na base social, era uma espécie de lenha que aquecia o forno da cassação. Por diversas ocasiões coloquei isso, mas infelizmente o núcleo de comando do governo tinha outra visão, e esse desacerto foi determinante. Isso tudo infelizmente levou à perda da oportunidade histórica aberta com a derrota do Grupo Sarney em 2006, após anos de luta.

Lima Coelho:
No campo municipal você está aquecendo a fogueira tentando ainda a cassação do prefeito João Castelo?
Flávio Dino:

Quem aquece a fogueira é ele próprio.
Recorrendo ao Judiciário, temos feito o que a lei nos permite, o que, aliás, vários outros atores da política maranhense já fizeram em algum momento, como o próprio Jackson em 2002 quando Zé Reinaldo venceu as eleições. Recentemente partidos que apoiaram Jackson entraram com processo contra Roseana. Então é algo inerente à democracia que se um lado se considera prejudicado pelo descumprimento da lei eleitoral busque o Poder Judiciário.
Nos baseamos em inquéritos e procedimentos feitos pela Polícia Federal, inclusive com prisões em flagrante de pessoas que estavam comprando votos para Castelo, prédios públicos servindo de comitês de campanha, doações ilegais e uma série de atos que nos levaram a ingressar com a ação na Justiça.

Lima Coelho:
Você aparece no Blog do Almir Bruno como um dos favoritos ao governo do estado do maranhão, e tem se notado certo clamor pelo seu nome em várias camadas sociais. Como você vê isso?
Flávio Dino:

Para ser Governador do Estado, é preciso que haja uma oportunidade definida coletivamente, não é um gesto voluntarista. Eu acompanho a enquete no blog do Almir Bruno, além de outras, e evidentemente me alegra, acho interessante, é uma espécie de reconhecimento do trabalho como parlamentar, juiz, advogado, candidato a prefeito, professor, isso me entusiasma, anima, mas não me sobe à cabeça, tenho os pés no chão. Se fosse hoje, eu seria candidato à reeleição de Deputado Federal, mas não sei para onde irão as forças políticas. No PCdoB isso tem uma implicação nacional, já que o objetivo principal da legenda em 2010 é a eleição de deputados, então esse é o nosso compromisso e teria de ser decidido nacionalmente . Depende de como vai se proceder ao debate interno do PT que tem excelentes nomes e grandes lideranças. Depende também do direcionamento do PSB, que é uma força política aliada nacionalmente e compõe o governo Lula, e dos demais partidos que apoiaram a minha candidatura a prefeito no 2º turno de São Luís.
Se houver uma convergência desses partidos, do movimento social, sindicatos, igrejas, e demais entidades populares no sentido da minha candidatura, eu não fugirei da tarefa, porque política para mim não é profissão. Eu inclusive exerço duas profissões, professor e advogado para não desaprender (risos), porque a pior coisa para mim seria virar “político profissional”. Eu gosto muito de ser Deputado Federal. Talvez por influência familiar do meu pai que foi Deputado Estadual, e no golpe militar de 64 foi cassado injustamente, foi preso arbitrariamente, perdeu seus direitos políticos e deixou de ser Deputado Federal em 1965. Portanto, eu gosto do que faço por uma série de fatores pessoais e políticos, agora não me recusarei a ser candidato ao Governo se for esse o sentimento geral, e retomarei com prazer a onda vermelha, desta vez no Estado inteiro.

Lima Coelho:
Você tem sido citado como uma das maiores lideranças políticas que surgiram nos últimos tempos no maranhão, já que falou no nome de Bira do Pindaré que teve uma votação expressiva aqui na Capital, você acha que uma chapa com Flávio e Bira daria para fazer frente com esse grupo que está tanto tempo no poder?
Flávio Dino:

Apoiei a candidatura de Bira em 2006 a senador porque achávamos que o PCdoB teria de ser coerente com a visão que possuímos de renovação. Conheço ele há mais de 20 anos, desde o movimento estudantil na UFMA, fui advogado do Sindicato dos Bancários quando ele era sindicalista, fiz o prefácio do livro que ele publicou, ele foi meu aluno no curso de Direito na UFMA, um excelente aluno por sinal . Temos vários pontos de afinidade, tenho um relacionamento muito bom com ele, de muita confiança. Se for esse o projeto, vai ser uma honra fazer campanha com ele, com os demais companheiros do PT e dos outros partidos aliados.

Lima Coelho:
Que mensagem você deixa não só aos eleitores de Flávio Dino, mas aos eleitores do maranhão que estão ávidos por mudanças no cenário político?
Flávio Dino:

Três palavras sintetizam uma mensagem adequada para o momento: a primeira é esperança; as coisas podem ser diferentes. A segunda é justiça, que é o sentimento que deve nos mover sempre, a partir inclusive da indignação com as muitas injustiças. A terceira é de otimismo; procuro exercitar a máxima filosófica de Gramsci: pessimismo na teoria e otimismo na prática. O “pessimismo” no sentido de você desconfiar sempre, ter um senso crítico aguçado, enxergar o mundo sempre com olhar inquiridor, interrogando, um olhar inquieto. Mas ao mesmo tempo otimismo na prática, pois é possível transformarmos o mundo, é possível termos uma sociedade justa, é possível termos uma sociedade de homens e mulheres livres e iguais que realizem seus sonhos. Mesmo que leve certo tempo, pois quantos vieram antes de nós e quantos irão vir depois? É preciso ter esse senso histórico. Eu procuro fazer a minha parte com o máximo de dedicação, de qualidade que eu consiga imprimir à ação política, e não pode ser diferente porque o povo merece, precisa disso. Acredito que o propósito de qualquer dirigente político de esquerda é fazer com que essa perspectiva consiga se materializar no Maranhão: ideais republicanos, participação popular, cumprimento da lei, que não haja perseguição, que o dinheiro público não seja roubado, que haja políticas sociais inclusivas, são coisas simples e ao mesmo tempo complexas porque ainda estão distantes. Mas acredito que em 2010 vamos dar grandes passos para nos aproximarmos da concretização desse sonho em nosso Estado. Agradeço de coração as muitas manifestações de carinho que recebo todos os dias.


Muito Obrigado.

domingo, 31 de maio de 2009

Avaliação da Gestão Pública de Esporte de Lazer em São Luís

Verificando que uma política pública não se avalia pelo que promete, mas sim pelo que realiza, gostaria de situar minhas análises sobre as políticas públicas de esporte e lazer da Prefeitura de São Luís, de modo que me oriento pelas características do universo dos estudos sobre política pública voltada ao esporte e lazer no Brasil, mais especificamente pela constituição do campo de estudos das teses desenvolvidas no país sobre essas políticas públicas. Essas teses constituem um campo de análises de características plurais, ora pelas perspectivas de conhecimento que o conformam, quanto pelo conjunto das bases sociológicas que o constitui, fato é que o campo é organizado no que diz respeito aos assuntos sobre a gestão das políticas públicas e de lazer (Linhales, 1994, 1999; Mezzadri, 2004a, 2004b), projetos e programas sociais (Zaluar, 1994), estrutura e dinâmica das pastas de esporte e lazer (Cristán, 2000) e ordenamentos legais (Veronez, 2005).
Neste aspecto, tendo retornado a São Luís verifico que há elementos que reunidos são alarmantes, um deles diz respeito ao repasse de 600 mil reais feitos pela Prefeitura de São Luís aos clubes de futebol da cidade, que pelas exigências requeridas pela Lei do Esporte, os clubes deveriam apresentar os planos de resgate e planos de financiamento, isto é, como tais recursos públicos serão restituídos e como os mesmos serão utilizados, o que a inexistência disto leva a destituição dos seus dirigentes, o que pelo meu desconhecimento da dinâmica jurídica não sei o que poderia resultar ao Prefeito.
Além disso, visitando a Secretaria de Esporte e Lazer do Município a realidade que encontrei é gritante, a estrutura e dinâmica da organização é muito preocupante, porque até o momento de minha visita, não encontrei documento orientador das políticas públicas de esporte e lazer para a cidade dentro dos quatro anos de sua gestão, fato que ainda hoje não há.
Os recursos humanos pouco ou nada estão envolvidos com o campo do esporte e lazer, o seu gestor pouco ou nada conhece do esporte e lazer, desconhece as mutações e valores em conflito que estes dois fenômenos representam no contexto dos últimos 40 anos (Padiglione, 2001).
Além disso, as constantes interferências e intervenções diretas e indiretas de políticos da capital, que há tempos usam e abusam do esporte e lazer como captação de recursos públicos e de sufrágio, fica em dúvida se esta gestão que aí está fará do esporte e lazer fatores de desenvolvimento humano.
O que se constata é que não há gestão pública do esporte e lazer, não há projeto, não há materializada qualquer inovação na estrutura e dinâmica da pasta, que resulta um dado gritante, as políticas públicas voltadas ao esporte e lazer oriundas da Prefeitura de São Luís estão a padecer de dificuldades no plano conceitual e no domínio operacional, realidade para a qual não vislumbro solução.
O grande desafio que se coloca aos governos, e este é um exemplo, é o de conseguirem passar de um corpo de políticas que se dirigiam às necessidades coletivas de alguns para políticas que respondam às necessidades individuais de muitos, o que é necessário abandonar a política de curto prazo, supostamente beneficiária de retornos eleitorais e de efeitos midiáticos, por uma política de desenvolvimento de resultados mais sustentados, isto é, tratar do esporte e lazer como fatores de desenvolvimento humano.
Deste modo, é elementar aceitar a incorporação no sistema de esporte e lazer as novas formas e modelos, novas populações, outros interlocutores, diferentes formas de representação esportiva e de lazer, fato que a participação popular é elemento fundamental e de suma importância, porque não serão os experts em esporte e lazer sozinhos que irão produzir políticas públicas que tratem destes como fatores de desenvolvimento humano, será a participação popular, os membros da comunidade, as associações de esporte e lazer dos bairros, os cidadãos que praticam esporte e lazer como elementos integrantes de sua vida cotidiana.
Concluo que não vejo alternativa para a materialização de políticas públicas de esporte e lazer como fatores de desenvolvimento humano, senão o cruzamento destas com outras políticas a elas agregadas, políticas de educação, políticas de saúde, políticas de segurança, políticas urbanísticas, políticas ambientais, políticas de seguridade social, isto é, uma política alinhada com o desenvolvimento humano como forma de manifestação de uma nova cultura política que se materializa no contexto das transformações da política que assistimos ao longo dos últimos 30 anos (Innerarity, 2002).


Ricardo André
Mestre em Gestão Desportiva pela Faculdade de Desporto da Universidade do Porto.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O PODER OCULTO NO MARANHÃO




O Brasil é um país de contrastes e contradições. Na área de educação enquanto cresce a produção científica brasileira ainda existem 14 milhões de analfabetos no país.
O retrato do país é extremamente violento, onde cada um se tornou responsável pela sua segurança. O Estado e as leis funcionam apenas esporadicamente quando os meios de comunicação resolvem porventura denunciar as atrocidades. Um país tão exuberante mas cheio de aflição pois a “clandestinidade” é forma natural de agir!
Contudo, a relação segurança e educação é um debate que não pode ser dissociado. A realidade do Maranhão segue pior que a do cenário nacional, pois nossa imprensa carece de imparcialidade, a segurança pública não funciona, e algumas das nossas escolas são espaços para venda de drogas. No interior do Maranhão o crime organizado é mantido principalmente pelo tráfico de drogas e uma parte desse dinheiro financia a compra de sentenças e as campanhas eleitorais.
O método de transformação de dinheiro obtido de forma ilegal para a forma legal é sugestivo: lavagem de dinheiro. Isto gera muita sonegação de impostos. A omissão do Estado é muitas das vezes responsável e conivente com o crime organizado. Para tanto, quem vai ao interior do Maranhão observa que a falta de políticas de geração de emprego e renda e a falta de perspectivas e oportunidades aos jovens resultam na propagação dessa esfera paralela de poder de maneira intensificada.
Um jovem que não tem perspectivas através da educação é facilmente coptado para trabalhar no tráfico de drogas. As famílias de baixa renda olham como forma de sobrevivência o comércio ilegal e o tráfico de drogas, ainda mais no Maranhão na qual a pobreza é grave e a distribuição de renda é muito desigual. Nesses casos o próprio poder público é geralmente eleito pelo poder paralelo do crime organizado.
As políticas sociais são em algumas localidades feitas pelo próprio traficante que acaba gerando postos de trabalho para os jovens que decidem começar sua vida adulta. Para acrescentar, o nosso sistema penitenciário não funciona, ele ao invés de educar o preso com trabalhos comunitários funciona como mecanismo de propagação do crime organizado, assim formando criminosos mais perigosos. Denomino nossos presídios de “Universidades do Crime”. Da cadeia se controla até a política de emprego e de segurança para os bairros periféricos e locais carentes. Com isso os criminosos ganham proteção nas suas comunidades.
Os cidadãos que acham que pensar somente em si é uma forma de sobreviver podem ser surpreendidos, pois ninguém é imune às mazelas de uma sociedade como essa. Pois, o próprio indivíduo pode ser vítima de um ato de violência causado pelo descaso coletivo para com os rumos da política, segurança e educação. O que adianta ganhar bem, ter um bom emprego, morar bem e ter um bom automóvel se a família não pode sair de casa? Pode ser assaltada, sequestrada, violentada...
Muitos de nossos políticos afirmam que "poder controla poder". Assim, querendo ressaltar a necessidade de instituições fortes e repressoras. Discordamos destes políticos autoritários dizendo que poder se controla com o povo. O poder executivo, judiciário ou legislativo tem forte influência do poder do crime. Então os poderes estão contaminados pelo poder do crime. Os próprios políticos possuem capangas que visam intimidar os que se opõe a esta lógica. O povo tem o poder e o dever de não aceitar esta lógica. Então, poder se controla com o povo!
O desenvolvimento de nosso Estado não passa apenas pela derrocada das oligarquias, mas tem que ser complementada com a destruição destas “redes do mal’ como o crime organizado que resultam em uma “quarta forma de poder”. É fundamental investir na educação e no trabalho dentro dos presídios e na destruição destas formas fisiológicas de poder. Chamo este falso poder que não foi delegado pelo povo e sim por nossos políticos corruptos de “poder oculto”
Um bom começo seria fazer concursos públicos para grande parte dos cargos que são hoje nomeados e desenvolver um financiamento público de campanha eqüitativo. Temos que garantir a igualdade de competição para que os políticos sérios enfrentem
os que fazem a política dos "caciques eleitorais" e as redes de poder criminoso (o poder oculto no Maranhão).
Portanto, o distanciamento da classe política das comunidades e da luta social e a aproximação com as esferas do poder capitalista tornam a nossa suposta democracia ineficiente, pois o político ao chegar ao poder se esquece de sua comunidade e o pior não ouve as necessidades da população. Assim, preferem se relacionar e demandar acerca do crime organizado em busca de dinheiro sujo para patrocionar super campanhas. Que democracia é essa que o povo não é ouvido? Que poder é esse que foge ao nosso controle? O poder deve ser exercido pelo povo e não por bandidos! A luta do povo é o verdadeiro e legítimo poder. Temos que proteger nossa sociedade contra os criminosos políticos!


Autor: ALMIR BRUNO
Professor de Economia da Universidade Federal do Maranhão

segunda-feira, 11 de maio de 2009

RESGATANDO A CIDADANIA

Um projeto esportivo com via social, buscará dar uma nova face a uma área esportiva e cultural de um dos bairros mais antigos e populosos de São Luís, próximo ao centro.

Graças à sensibilidade do Deputado Flávio Dino, e da iniciativa de Ivaldo Bernardino Pereira da Silva, o Ivaldo, um ícone do Bairro de Fátima extremamente apaixonado pelo esporte, com apoio de Sóstenes Salgado (Administrador), e Guilherme Mendes Ferreira (Artista Plástico) carnavalesco da escola de samba Marambaia; o campo do Estádio “Landir Lauber Brabosa”, o Palmeirão, será totalmente recuperado através de uma emenda parlamentar do Dep. Flávio Dino.

O bairro tem uma população estimada de aproximadamente 60 mil habitantes, é um importante pólo econômico para a cidade, pois tem uma forte tendência para o comércio, com uma proliferação crescente de pequenos pontos comerciais, promovendo a circulação monetária e a geração de postos de trabalho, ainda que pese uma infra-estrutura deficiente com relação a esgoto, abastecimento de água, asfalto, posto de saúde e coleta de lixo.

O Bairro de Fátima é extremamente rico de talentos no esporte. São inúmeros os craques revelados para o futebol amador e profissional, sendo sua força evidenciada na presença de 15 equipes filiadas ao departamento de futebol: ABC, CAMPINAS, JUVENTUS, BOTAFOGO, ASSOCIAÇÃO, COMERCIAL, AVAÍ, 11 DE FÁTIMA, PALMEIRAS, INDEPENDENTE, CRICIÚMA, VITÓRIA, 14 DE MARÇO, ESTRELA VERMELHA e ROMA. Para atender a prática esportiva conta com um estádio cujo campo tem dimensões de 80x76 m, além disso, na mesma área, se localiza a escola de samba Marambaia, a única autenticamente popular, por não permitir a ingerência de patronos.

O projeto de recuperação do estádio já está em vias de licitação pela prefeitura de São Luís, através da SEMOSP, e tudo começou ano passado (2008), numa visita do Deputado Flávio Dino ao Bairro de Fátima para acompanhar uma palestra organizada por Sóstenes. Ivaldo informou ao deputado Flávio Dino da situação que se encontrava a única área que serve ao bairro para o lazer e desenvolvimento de projetos sociais e culturais. O Campo estava em estado precário, e a área onde se localiza, sendo utilizada por traficantes para comércio de drogas.

O deputado acabou se sensibilizando com a situação, e solicitou um projeto. Sóstenes Salgado promoveu a sua elaboração, intitulando-o “RESGATANDO A CIDADANIA”, e o artista plástico e carnavalesco Guilherme Mendes Ferreira, traçou todo o layout da área a ser recuperada objetivando a sua urbanização que beneficiará o desenvolvimento de atividades esportivas e culturais, desmobilizando o tráfico existente na área, além de trazer qualidade de vida e cidadania para a comunidade.

Os recursos liberados pelo Deputado Flávio Dino, segundo o levantamento da prefeitura (SEMOSP), serão suficientes para uma ampla reforma no estádio, e espera-se futuramente recuperar a área como um todo para a implantação de oficinas sociais, buscando atividades sustentáveis que gerem emprego e renda para a população. De imediato o projeto beneficiará 15 equipes de Futebol Adulto, estimando cerca de 320 desportistas, e 200 crianças e adolescentes nas faixas etárias de 07 a 15 anos participantes de projetos sociais existentes, que estarão com tempo e mente ocupada no esporte e na educação, além de atividades de lazer.

Além da iniciativa esportiva e consciência social de Ivaldo, Sóstenes e Guilherme, o projeto “RESGATANDO A CIDADANIA”, tal a sua grandiosidade e importância, teve o aval imediato do presidente do Departamento Autônomo de Futebol do Bairro de Fátima, o Sr. João Silva Amorim, que promoveu também todo o acompanhamento, juntamente com alguns dirigentes de equipes do departamento para sua aprovação.

Iniciativas deste porte é que precisamos em nossa cidade, que por certo minimizará o abismo social, e diminuirá os índices de violência e marginalidade.

Parabéns ao bairro de Fátima, e a todos que contribuíram de uma forma ou de outra para o êxito deste projeto que tive a honra de acompanhar de perto na SEMOSP.


ALMIR BRUNO

segunda-feira, 4 de maio de 2009

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM BIRA DO PINDARÉ


Dentro do propósito do Blog do Almir Bruno, de levar temas variados à população, abrimos um espaço para entrevistas de novas representatividades que formatarão o Maranhão do futuro em diversas áreas.

O Blog estréia o quadro intitulado “VANGUARDA MARANHENSE” com uma entrevista realizada pelo formando do 8º período de Jornalismo da Ufma Fábio Alves, com a figura carismática de Bira do Pindaré, que discorre sobre o atual cenário político do Estado.

(Fábio Alves) - Quem é BIRA?

(Bira) - Sou filho do interior do Maranhão, de Pindaré Mirim, por isso que meu nome é Bira do Pindaré.
Vim para São Luís aos 5 anos de idade. Morei na periferia e sempre estudei em escola pública, tentando sobreviver como a maioria do povo maranhense que migrou para essa cidade fez.
Com muita luta e muito esforço, consegui ingressar na UFMA onde comecei no curso de engenharia elétrica, mas abandonei e fiz novo vestibular para o curso de Direito, e neste consegui minha graduação em 1996.
Sou bancário também, concursado desde 1989, foi meu único emprego até hoje com carteira assinada, na Caixa Econômica Federal. Fui Presidente do Sindicato dos Bancários em decorrência disso, e quando na Universidade também exerci liderança do movimento estudantil, integrando o Diretório Central dos Estudantes, e neste momento como militante estudantil me filiei ao Partido dos Trabalhadores.

(Fábio Alves) - Foi nesse momento que ingressou na carreira política?

(Bira) - Na verdade o meu despertar político aconteceu na Pastoral da Juventude, uma organização da Igreja, e que de certa forma despertou minha consciência política a partir das leituras da Teologia da Libertação, lideradas por Leonardo Boff e Frei Beto entre outros que pensam sempre na fé associada à realidade, e isso que me moveu.
A pastoral foi um divisor de águas da minha vida, antes dela, eu era apenas um garoto que gostava de jogar bola na rua, e após o meu ingresso na Pastoral é que passei a ter uma visão de sociedade, uma concepção de mundo, e isso me movimentou também na Universidade Federal, e quando ingressei na Caixa Econômica me motivou a fazer militância sindical. Enfim, tudo que me movimenta no ponto de vista de minha percepção de sociedade e da minha consciência política começou na Pastoral da Juventude.

(Fábio Alves) - O que influenciou você a entrar no PT?

(Bira) - Acho que foi isso, havia uma identidade. O PT nasceu dos movimentos sociais, sindical e das comunidades eclesiais de base. Havia, portanto, uma identidade muito grande do PT com os militantes dos movimentos sociais, estudantil e pastoral. A minha filiação no PT aconteceu em 1989, antes mesmo da primeira campanha de Lula à presidência da República. Foi um casamento que aconteceu naturalmente.


(Fábio Alves) - Politicamente qual a diferença da juventude da sua época para a de hoje?

(Bira) - Nossa juventude era mais idealista, romântica, vibrante, movida por um ideal que explodia em todo o Brasil, que eu diria muito identificado com a geração 80, aqueles anos que você rompia com o modelo da ditadura militar e já lutava por algo diferente, novo, que era a democracia, a liberdade, pelos direitos civis.
A nossa juventude era diferente por isso, ela era muito menos pragmática. Nós lutávamos por amor, paixão, pela causa, não havia grandes interesses de carreira política.
Quando me filiei ao PT, por exemplo, jamais imaginei que eu seria candidato a alguma coisa. Filiei-me porque achava que precisávamos mudar a sociedade, e para isso era necessário um partido político que tivesse a nossa cara, identificado com nossa história, e o PT representava isso. Mas a história segue seu caminho. O PT já teve muitas experiências eleitorais, hoje preside o país, conseguiu trazer avanços significativos para o Brasil. Também enfrentou todas as crises que uma instituição pode enfrentar. Mas, apesar das dificuldades enfrentadas, o PT tem resistido e está conseguindo ir adiante, e eu acredito inclusive, que o PT pode se revigorar em função dessas crises.

(Fábio Alves) - Você falou que na sua época a juventude lutava por mudanças, e o que se vê na política maranhense é um clamor do povo por mudanças. Como você analisa a atual situação política do Maranhão?

(Bira) - O Maranhão sofre muito por falta de sorte na verdade.
É lamentável dizer isso, mas é verdade.
Sempre foi o último. Foi o último a aderir à abolição da escravatura, à independência do Brasil, ao modelo republicano, ao modelo anti-oligárquico. Nós ainda vivemos sob influências de uma forte oligarquia, quer dizer, sob o domínio de poucos. Acho que o sentimento do povo por mudanças reside exatamente aí. Eu sinto que o povo está cansado dessa história. Quando digo falta de sorte, porque mesmo tendo o Lula na presidência do país, o Maranhão ainda não conseguiu se libertar politicamente, como muitos outros Estados já fizeram. Isso está acontecendo no Pará, no Piauí, no Ceará, em Pernambuco, citando só os mais próximos. O que observamos é que no norte-nordeste há uma mudança em curso. Aqui percebemos que estamos emperrados, parados no tempo, e o nosso desafio é dar agilidade acabando com esse atraso e viabilizando algo na política que realmente liberte nosso povo.

(Fábio Alves) - O que você acha da participação do PT no Governo Roseana?

(Bira) - É um equívoco lamentável porque demonstra a falta de coerência absoluta.
Nós nunca tivemos afinidade com o grupo Sarney, sempre fomos contra a oligarquia Sarney, o que nos moveu inclusive a apoiar o Jackson foi isso, a nossa coerência. O Jackson representava naquele 2° turno em 2006, um sentimento anti-oligarquia, e o PT foi coerente em fazer sua escolha aqui. Isso era tão forte que o Partido, por meio da sua Direção Regional, tomou decisão por unanimidade.
Eu não diria nem que o PT está no Governo Roseana, o que há são alguns militantes e dirigentes filiados que resolveram ir por conta própria, e isso eu acho um equívoco, uma tremenda falta de coerência, e certamente a população está percebendo o que se passa.
Nós respeitamos muito as alianças que o presidente Lula faz no âmbito nacional, ele precisa governar o país, ter uma base de sustentação no Congresso Nacional. Respeitamos isso. Mas não somos obrigados a transferir para a esfera do Maranhão as alianças que são feitas nacionalmente. É assim também no Rio Grande do Sul, Bahia, São Paulo e em muitos cantos do País.
Por acaso somos um Estado marginal? Por acaso nossa população tem que ser marginalizada até na política a ponto de ser obrigada a seguir uma aliança que é feita em âmbito nacional Ipsis litteris?
Eu acho que é um equívoco, e nós temos que continuar buscando o caminho da coerência, é isso que vai nos diferenciar perante a sociedade. Podemos até não ganhar as eleições vindouras, mas o que importa na política é seguir o nosso caminho com coerência, determinação e transparência. Os resultados virão.
Acredito na democracia e na maturidade popular. O povo está aprendendo e, aos poucos, vai descobrindo a melhor forma de votar.
A votação que tive em 2006 reflete muito isso, foi uma oportunidade que tivemos e demonstrou que o povo quando escolhe e deseja, não tem poder econômico. O povo vai e vota. Isso pode se repetir outras vezes, seguramente.

(Fábio Alves) - Como o PT está se organizando para as próximas eleições?

(Bira) - O partido está na fase de eleições internas que será no dia 22 de novembro, onde iremos escolher quem dirige o PT no município, no Estado e no País, e a princípio eu sou Pré-candidato à presidência do PT no Maranhão, estou colocando o meu nome à disposição, e é claro que teremos de montar uma chapa, mas estamos abertos a negociação, vamos conversar com todos os setores do partido.
Não é uma obsessão, não é uma condição sine qua non ser presidente do partido, mas é uma necessidade, porque participamos de uma tendência interna no PT, um coletivo, e temos posicionamentos que gostaríamos de levar ao debate democrático.
Sabemos das dificuldades, reconhecemos, mas isso não quer dizer que seja impossível. É difícil para nós que não temos mandato ou estruturas, mudar a máquina partidária, mas temos idéias, e a força delas pode predominar, levaremos nossas teses ao debate para colher o melhor possível, e só então, depois das eleições internas, é que o PT vai se posicionar para 2010.

(Fábio Alves) – Na enquete do Blog de Almir Bruno, o nome de Bira surge como um dos preferidos para a terceira via nas eleições de 2010. Qual a sua análise?

(Bira) - Todas as pesquisas e enquetes são muito bem vindas e refletem um momento, uma tendência, pensamentos. Agora, nós precisamos de cautela, porque eu acho que nós teremos de fazer uma negociação bastante ampla, não só interna no PT, mas também com outros partidos, buscando o que é melhor para o Maranhão. Fico feliz em saber que meu nome tem uma preferência da população, mas é preciso cautela neste aspecto.
Eu defendo muito o entendimento, e deve haver um diálogo para a construção de uma posição que seja viável eleitoralmente e, ao mesmo tempo sustentável do ponto de vista de uma gestão pública que nosso povo merece algo diferente, que ainda não foi possível acontecer.

(Fábio Alves) - Mas onde entra o Bira nessa história?

(Bira) - Estou aberto a todas as possibilidades, mas, a principio, me coloco para a candidatura de Senador da República. É a minha pretensão individual no momento, até porque creio que estou credenciado para isso, fui candidato a Senador e tive mais de meio milhão de votos, me sinto absolutamente preparado para ir para uma campanha e ganhar a eleição.
Desta vez serão duas vagas e nossas chances aumentam, acho que é absolutamente possível sairmos vitoriosos em 2010. Agora não estou fechado a outras possibilidades como a própria pesquisa do Blog do Almir Bruno referencia uma possível candidatura ao Governo.
Pode ser que isso aconteça, e eu certamente na fugiria da raia, não recusaria a tarefa. Mas isso só pode acontecer se for fruto de um grande entendimento, se houver uma grande base partidária, política e social que dê amparo. Não vai ser fruto só do meu desejo ou da minha pretensão. Teremos de perceber se uma candidatura ao Governo do Estado é realmente viável do ponto de vista político-partidário nesse momento.
Por enquanto vou continuar buscando a candidatura ao Senado.

(Fábio Alves) - Você se sentiria mais forte se Flávio Dino fosse candidato a vice numa dobradinha com você ao Governo do Estado?

(Bira) - Flávio Dino eu acho que é um nome importante. Ele foi candidato a prefeito de São Luís e obteve um excelente resultado. É um nome novo no cenário político maranhense, uma pessoa que tem experiência na magistratura e é um amigo desde o tempo de movimento estudantil. Eu o apoiei para prefeito em São Luís, apesar de todas as polêmicas que aconteceram no PT em relação à indicação dessa candidatura em São Luís, porque eu também era pré-candidato a prefeito, e a minha candidatura foi preterida. Mesmo assim, respeitei a decisão partidária e o apoiei. Tenho a expectativa de que se o cenário for de uma candidatura minha ao Senado, certamente ele retribuirá esse apoio na mesma moeda. Mas temos que conversar.
Não sei qual o destino do Flávio em 2010. Pode ser candidato a reeleição, ao Governo, e até ao Senado (risos). Eu sinceramente, mas uma vez falando da minha pessoa, não coloco a candidatura ao Senado como uma obsessão, aliás, nenhuma possibilidade de candidatura para mim é obsessão. Uma candidatura majoritária deve ser fruto de um entendimento, diálogo e com aglutinação de forças.
A única coisa que posso dizer é que estou aberto a esse entendimento. Entretanto, na mesa de negociação o que colocaremos é a nossa pretensão de concorrer ao Senado. Se houver qualquer variação, será fruto desse entendimento. Também temos que verificar o que os outros partidos, como o PDT, PSB, PCdoB etc., nossos aliados tradicionais, pensam e dizem a respeito. É isso.

Entrevista realizada pelo formando do 8º período de Jornalismo da UFMA, Fábio Alves.

terça-feira, 28 de abril de 2009

A TEORIA DO CAOS NO MARANHÃO E OS REFLEXOS DE UMA CRISE AMPLIADA: crise econômica, crise ambiental e crise política.

A sociedade vive um Caos econômico e ambiental. E o Maranhão já sofreu as primeiras conseqüências destas duas crises. O que poderia pensar o matemático Poincaré se andasse pelo interior do Maranhão em tempo de caos social, este gênio dos números foi quem esboçou no século passado a denominada Teoria do Caos. Talvez ele partisse para as ciências humanas para aplicar a sua Teoria nos aspectos sociais, principalmente estudando o comportamento caótico da Babilônia política do Brasil: o Maranhão! O Caos também é reflexo das atuações das oligarquias locais e perversas atenuando os parâmetos da crise para um âmbito ampliado.
Com um dos piores IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), o nosso Estado enfrenta “pari passu” a crise econômica e a crise ambiental. E para jogar mais “fogo” na questão temos uma crise política onde a vontade do povo é relegada debaixo do tapete da sujeira de nossa classe política.
Sendo assim, a Crise Econômica capitalista assume escala mundial com características cíclicas e permanentes e já assolou a humanidade em vários períodos da História, resultante da contradição entre o capital e o trabalho, leia-se, entre o capitalista e o trabalhador, que adquire forma mais avassaladora com o processo de exclusão gerado. A Crise Ambiental identificada pela degradação do meio ambiente através da exploração desordenada dos recursos naturais, ou seja, resultante da contradição entre o padrão de consumo acelerado versus o equilíbrio dos ecossistemas.
Estas duas crises têm características que embora diferentes, possuem certas convergências dentro do modo de produção, pois a degradação ambiental é também intensificada pelo padrão de consumo capitalista desordenado e a exploração irracional por parte de algumas empresas que não possuem nenhuma responsabilidade ambiental. Salienta-se que a produção de resíduos que agridem o meio ambiente, decorrentes do processo produtivo é muito maior nas nações desenvolvidas. Os prognósticos para o mundo nas próximas décadas passam por guerras, pelo acirramento da luta de classes e a disputa por reservas de recursos naturais, e se não repensarmos um novo modo de produzir e se utilizar os recursos do planeta não teremos sustentabilidade para as gerações futuras.
Aliás, o Maranhão já é atingido pela crise econômica através da redução dos investimentos no médio e longo prazo e na redução do consumo como mostra o último relatório do IMESC (Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos); quanto a Crise Ambiental basta observar a mudança climática ocorrida, resultando em enchentes e desabrigados por todo o nosso Estado.
. Não obstante, o Maranhão é um Estado em que o Caos é ainda maior, pois a classe política cruza os braços diante das enchentes, exclusão social, corrupção, desmatamento, poluição, desemprego e demais males que preocupam nosso povo.
Parece um filme de Terror, os personagens têm nomes ilustres e são Donos do “MAR” e subjulgam o povo perturbando os sonhos dos que querem praticar o bem, os “benditos” coronéis aliciam os novos políticos com secretarias para perpetuar seus projetos individuais, como diziam antigamente parece o “Final dos Tempos”. Teve até o dilúvio deixando a população desolada debaixo de muita água. Mas sempre esperamos que o filme tenha um “Final Feliz”!
Fazendo uma reflexão, é nas crianças que olhamos a sinceridade e a inocência, na juventude existe alguma esperança e coragem, e na vida adulta dizem que ganhamos sabedoria. O Maranhão deve estar na fase da infância, pois todos enganam nosso povo tão trabalhador. Mesmo assim, somos lutadores e enfrentamos a crise econômica com empreendimentos solidários, diminuindo as despesas familiares, assim como reivindicando através dos sindicados, e até mesmo enfrentando as enchentes, que já deixaram 80.000 pessoas desabrigadas. Para tanto, o povo e as entidades não-governamentais não se cansam de prestar socorro aos nossos irmãos maranhenses.
Temos muito que amadurecer para fazer nascer uma iminente coragem para construir um Novo Maranhão. Isso faz lembrar uma música do compositor Geraldo Vandré: “É a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar”. Cansamos de apanhar! A esperança nunca morre nos corações jovens e corajosos! E já é chegada a hora de dar o que essas oligarquias merecem, vamos acordar para resolver nossa Crise Política, para poder lutar e enfrentar os desafios de nosso século como o desenvolvimento sustentável de nossa sociedade e a melhoria das condições dos trabalhadores. O Caos tem que ir embora do Maranhão. Vamos ter pulso!


Autor: ALMIR BRUNO
Professor de Economia da Universidade Federal do Maranhão

segunda-feira, 20 de abril de 2009

CENÁRIO POLÍTICO APÓS A CASSAÇÃO: possibilidades e desafios para povo maranhense.

Na política, uma decisão tomada leva a inúmeras possibilidades e a resultados diversos, assim os cenários vão se construindo. Os que buscam apenas os resultados e não medem as conseqüências podem ser levados a arrepender-se de decisões anteriores. No entanto, podemos fazer uma ressalva: o ato de arrepender-se é um ato nobre quando feito de maneira sincera. Em tempos de “Cassação” a sinceridade está em falta, haja vista, que não sabemos qual o poder mais desonesto, se o judiciário, executivo ou o legislativo. Pois, vendem sentenças, compram votos e outros gastam com luxúria, usurpando o direito do povo, essa é a nossa teoria da tripartição dos poderes do Maranhão, que deve inquietar o “Montesquieu”, autor do “Do Espírito das Leis”, num túmulo bem distante das terras dos babaçuais.
Os pesos e contrapesos dos poderes no Estado do Maranhão derivam numa resultante de legitimidade política duvidosa. O referencial do governo do povo pelo povo e para o povo que é o mote clássico da democracia, tornou-se confuso quando se observa a briga por nomes, cargos e poder existentes em nosso Estado. As pessoas perguntam se o político é do lado de Jackson ou Roseana? Quando deveriam perguntar: qual a sua proposta? Quais os seus princípios? Qual a sua ética? Esse dualismo ofusca a discussão de problemas graves que assolam o Maranhão como: tráfico humano, prostituição infantil, trabalho escravo, mortalidade infantil, degradação ambiental dos rios, crescimento desordenado das cidades, falta de saneamento básico, desmatamento, entre outros.
E quando muda o governo é natural que se discuta a nova gestão, No entanto, em nosso Estado se discuti as pessoas e quem vai assumir os cargos na nova administração como uma coisa fenomenal. Doravante, o momento é de transição política. O pior vem depois quando os nomes a serem escolhidos se tornam sumidades e chegam à época da Eleição “embriagados” pelo poder e pelo dinheiro, quando ali deveriam ser apenas porta-vozes e trabalharem para o povo.
No Maranhão, os nomes são mais importantes que o caráter. Quando se apresenta alguém, logo se pergunta: - você é filho de quem? Se for parente de Sarney ou Lago, logo se diz: - você é poderoso! Isso, quando não se pede logo um emprego! Aqui ainda funciona a seguinte lógica: - você sabe com quem ta falando? Enquanto isso, a maior parte dos trabalhadores escravos pelo Brasil é maranhense, o Maranhão é campeão na exportação de mão-de-obra escrava depois de séculos após a abolição da escravatura. Pois, não se discutem projetos para dar solução aos problemas vigentes.
Será que nossos políticos não percebem que deveriam discutir novas idéias e propostas e que estão ali para servir o povo? E que seus cargos não lhe pertencem? Sabemos que os cargos deveriam pertencer ao povo, que os políticos são pobres mortais e não “divindades egípcias” como pensam alguns medíocres de espírito. Portanto, se esquecem que podem ser “tocados”, ou seja, mudados caso o povo se ache mal representado. Assim, não precisamos de ostentação econômica do poder político, talvez se os políticos recebessem apenas um salário mínimo, durante um determinado tempo aprenderiam que somente deveriam ser políticos aqueles que têm vocação política e não vocação mercenária. Campanha política não deveria ter financiamento privado e sim público com o mesmo valor para todos os candidatos. Os cargos deveriam ser pagos pelas mesmas quantias e de forma que apenas assegurasse uma vida razoável e não de devaneios. O Estado economizaria com menos gastos, e somente seria político quem amasse a vida pública.
Refletindo, concluímos que no Maranhão estamos na “idade da pedra lascada” e quando ousam em falar em democracia e de governo do povo, isto ainda repercuti como um sonho, libertação ainda está muito longe. Temos é uma briga de vaidades, disputa de caciques políticos, briga de cargos, negociatas políticas, em suma a velha politicagem, o coronelismo, o fisiologismo e nepotismo típicos do dualismo das oligarquias presentes no Maranhão.
Não precisamos de sobrenomes ou muito menos de estrelas de cinema, nem de balaios que são liderados por secretários do ex-governo com mega salários, ou de uma “guerreira” coordenada a controle remoto de Brasília voltando para se vingar. Por conseguinte, precisamos nem de cargos políticos bem pagos e muito menos de partidos desunidos obcecados pelo poder, enfim, precisamos de governantes com o compromisso de debater propostas e combater a corrupção existente em nosso Estado.
O Maranhão anda doente de anos de oligarquias. Temos que constuir um novo grupo político que seja comprometido. A terceira via é necessária para o nosso Estado sair da “UTI” da corrupção e das práticas políticas danosas, mas saliento que esta via tem que ser pura e feita pelo povo, discutindo idéias e unindo a vanguarda de pensamento. Não querendo ser utópico no sentido pejorativo, lembro Thomas Morus que dizia que a Utopia não é algo irrealizável, mas é algo que talvez não se consiga hoje, mas que pode ser realidade num amanhã.
Vamos fazer um convite a nós mesmos, plantando as sementes da esperança e da verdadeira libertação do Maranhão, que não se resume a libertar o Maranhão da família Sarney, mas sim libertar de todas as oligarquias seja qual for, e de todo o alfabeto da corrupção. Destarte, aceitando a única via que deve ter o significado libertador que é a via popular sinalizada com o viés da luta por políticas públicas eficientes. Pois, o Maranhão é um Estado carente e merece pressa. Os partidos que se dizem populares têm que tomar consciência deste caminho e largar de ser marionete destas oligarquias. Seja político ou eleitor nunca queira ser lembrado pelo seu nome, pelo seu clã, pela sua astúcia, ou muitos menos pelo seu poder, mas sim pelo o quê você fez quando pode fazer ou pelo sonho que tentou semear.
Levante todos os dias e faça o que precisa ser feito, assim sonhamos com uma sociedade mais justa. Um novo Maranhão é uma possibilidade, e o cenário é travado na luta política e ideológica, que dificilmente vamos nos arrepender, pois estaremos com a virtude e a sinceridade do nosso lado e afinadas com a justiça social. A terceira via é possível basta o povo querer e votar em quem não se vende. Política não é um mercado de venda e compra de votos e muitos menos de compra de ideologias. Render-se nunca e vender-se jamais. A luta continua!

Autor: ALMIR BRUNO
*Professor de Economia da Universidade Federal do Maranhão

domingo, 12 de abril de 2009

Esta Popular Crise Econômica Mundial.



Não se tem notícia de uma crise econômica mundial tão popular como a atual. No pequeno estado das Alagoas, no coração do nordeste brasileiro, ela é noticiada em ensolaradas bancas de revistas como uma coisa incrivelmente familiar à população: “Em protesto aos efeitos da crise econômica mundial, que teve como principal impacto a redução no Fundo de Participação dos Municípios, as 102 prefeituras do Estado fecham as portas hoje. O ato também prevê a suspensão dos serviços de secretarias e escolas” (O Jornal de Alagoas, 02 abril 2009).
Não existia nada parecido em nenhum ciclo anterior mais recente (o último foi em 2000-2001). Essa surpreendente popularidade é uma coisa nova. Coisa da globalização? Em parte. Mas o principal determinante é a própria crise, quer dizer, sua particular profundidade, extensão, e perspectivas sombrias que já assombram o dia-a-dia da população.
É sempre bom lembrar que os ciclos não se repetem monotonamente, no ritmo de intermináveis bolhas especulativas, como querem os economistas do sistema. Em geral, o impacto de um determinado ciclo periódico (que se repete atualmente, em média, a cada seis anos) sempre é mais geral e destrutivo do que o anterior. Nesta dinâmica, as crises parciais acumulam fatores constitutivos de possível crise geral (catastrófica) a se manifestar em determinado ciclo à frente.
Estaríamos então adentrando neste ciclo atual em uma crise geral, catastrófica? Talvez. O certo é que essa possibilidade (por enquanto apenas possibilidade) é a melhor explicação para a incrível popularidade desta crise atual. Se essa explicação for verdadeira, repetimos, o cenário de uma crise geral, catastrófica (até agora o menos provável, em nossa avaliação) desloca perigosamente o cenário de crise parcial, ainda o mais provável.

“VOCÊ PODE SER O PRÓXIMO” – A despeito da inaudita parafernália de pacotes dos capitalistas com dinheiro público para salvar o capital fictício global, quer dizer, o capital produtor de juros e outras rendas, o que tem mantido Wall Street e outras importantes praças financeiras mundiais respirando por aparelho, o cenário mais provável de crise parcial está cada vez mais ameaçado por movimentos do capital real, quer dizer, o capital industrial produtivo de mais-valia e capital.
A taxa de desemprego nos Estados Unidos, por exemplo, pulou em Março para o nível mais elevado desde 1983, de acordo com relatório divulgado em 03 Abril 2009 pelo Departamento do Trabalho (BLS)
[1]. A taxa de desemprego saltou de 8.1% em Fevereiro para 8.5% em Março. É uma sanguinária velocidade.
Importante observação: esta taxa de desemprego, escolhida pelo BLS como parâmetro oficial de desemprego, teria que ser multiplicada por dois (marcando desemprego algo em torno de 16% da população economicamente ativa) se fosse computado também o desemprego oculto, quer dizer, aquela parte da população empregada “precariamente” ou “marginalmente”: tempo parcial involuntário, atividades informais, estrangeiros ilegais, etc.
Como nota rapidamente os economistas do BLS no relatório citado, o número de trabalhadores envolvidos nessas formas “precárias” e “marginais” de trabalho dobrou de tamanho nos 12 últimos meses. Calcularemos com mais detalhe em outro boletim essa taxa real de desemprego, com a qual trabalhamos para nossos cenários de crise. Como salientamos em boletins anteriores, essa taxa real de desemprego nos EUA deve situar-se em torno de 25% na virada de 2009 para 2010. Seria socialmente ingovernável, e corresponderia ao cenário de crise geral que falamos acima.
A população trabalhadora mundial já sente de maneira prática, em todos os poros do planeta, essa realidade de devastadores fundamentos do mais potente choque periódico de superprodução de capital dos últimos setenta anos. A manifestação mais concreta (e mais popular) dessa percepção do perigo é a situação do emprego e do desemprego.
Nos Estados Unidos, economia de ponta e coração do sistema, onde a coruja da crise catastrófica global faz o ninho, a popularidade da crise chega principalmente pelo pavor ao desemprego: “Para muitos americanos, este desabamento do emprego tem sido uma estranha experiência. Sarah Opple, 42 anos, foi despedida em Fevereiro do emprego de vendedora no Gaylord Hotels de Chicago depois de ter se mantido com vários empregos na área hospitalar desde os 17 anos de idade. “É muito mais real para mim agora”, disse ela em entrevista no dia 26 de Março. “Esta crise é muito mais concreta que as outras. Ela faz todo mundo sentir que você pode ser o próximo” (
[2])
[1] http://www.bls.gov/
[2] Bloomberg News “US Unemployement Rate Reaches 25-Year High of 8.5%”, 03 Abril 2009.


Autor: JOSÉ MARTINS
Professor de Economia da Universidade Federal de Alagoas
Doutor em economia pela Université de Paris I (Panthéon-Sorbonne)

domingo, 29 de março de 2009

Virtudes políticas de governantes e governados





O Estado ideal foi pensado diversas vezes na história da humanidade. Platão, Marx, Rosseau, Maquiavel, Comte, Hayek, Keynes abordaram problemas sociais e econômicos sobre governos e governados. Os discursos desses pensadores estão respaldados em uma base teórica de valores e de algum tipo de Ética. Por exemplo, para Platão os governantes deveriam ser filósofos e os governados deveriam compreender os objetivos do Estado, assim o governante ideal deveria ser dotado de virtude.
O processo político, a Ética e a arte de governar são elementos centrais do debate acerca dos governos. No entanto, a lógica do ciclo político e de um bom governo recai sempre no mesmo problema: a educação como caminho essencial para melhorar a vida dos cidadãos. Os políticos sabem da efetividade da participação da educação no desenvolvimento da sociedade, mas os mesmos, talvez esqueçam que não tiveram a educação necessária para a prática política que deve ser acompanhada necessariamente de responsabilidade com os governados.
Primeiro deveriam pensar como deve ser o governo, imediatamente questiona-se como instalá-lo ou programar a gestão, em seguida por em ação os objetivos do governo e as metas a serem obtidas. Sem os governados aprovando e participando deste ciclo político torna-se nefasto qualquer sistema político. Ademais, os governados têm que ter acesso a educação, que não se resume apenas na educação formal, mas na chamada educação política. A fragilidade das leis e a perversão dos costumes acompanham esse cruel ciclo político que “deságua” na Corrupção.
A sociedade ideal apenas pode surgir da sociedade real. Assim, Aristóteles apontava que a cidade é a reunião de homens livres, Marx afirmava que a superação das desigualdades sociais é através da luta de classes e Hayek buscava no indivíduo a lógica da sociedade. Essas abordagens são diferentes, mas todas se avizinham de valores e da busca por uma sociedade mais dinâmica e produtiva.
Entretanto, por mais que o processo político atual se resuma de forma simplificada nas visões dualista da “esquerda” ou “direita” política sobre determinado assunto. As abordagens de hoje não podem omitir ou fugir do papel da educação como instrumento de liberdade, os pensadores do passado tiveram esta preocupação os de hoje apesar de todo o conhecimento humano está mais acessível ficam ofuscados quanto à importância da educação política.
Saber votar e ser votado, a fiscalização do gasto público, a participação popular são questões ainda muito fragilizadas em nosso país. As regiões menos abastadas sofrem com o processo político, o Nordeste é um exemplo, onde as oligarquias ainda têm grande força: as compras de voto, o fisiologismo e o nepotismo político não são obstáculos ainda vencidos.
Para tanto, governantes capazes são sábios, moderados e corajosos é isso que chamo de virtude política, assim a educação é o treinamento da virtude com a visão da liberdade, um governante não pode se eximir de estudar e muitos menos da prática política. É mister que os governados devem começar a exigir essa capacidade. Assim, político desonesto é culpa também dos que não se candidatam por achar que política é para corrupto. A política como dizia Platão é um lugar para homens públicos e honestos que devem abdicar dos prazeres humanos para vivenciar a coletividade e trabalhar para o bem comum. O analfabeto político como dizia Berthold Brecht, também é culpado do aparecimento da politicagem e do político corrupto, pois vota de forma alienada, ou, vende o seu voto.
Contundo, para quem vivencia a educação e quem a ama sabe que isso são males passageiros para um país que preza pela virtude de um bom ensino. Sem sombra de dúvida, a esperança está na educação. O Brasil precisa ter esta virtude. O Maranhão ainda mais. Ou seja, ambos precisam é de educação e de políticos com virtudes políticas orientadas para este fim, assim como governados comprometidos com a virtude política de saber escolher.


Autor: ALMIR BRUNO
*Professor de Economia da Universidade Federal do Maranhão